A ação, realizada em
parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), investiga descontos
irregulares aplicados em aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024, que podem
ter causado prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões aos cofres públicos.
Stefanutto já havia sido
afastado do cargo e posteriormente demitido em abril, após a revelação inicial
do esquema. Segundo a PF, aposentados e pensionistas tiveram valores
descontados de seus benefícios sem qualquer autorização, em nome de falsas
associações de aposentados e sindicatos.
A operação desta
quinta-feira cumpriu 10 mandados de prisão, além de 63 de busca e apreensão e
outras medidas cautelares no Distrito Federal e em 14 estados: Espírito Santo,
Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande
do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
De acordo com informações da
TV Globo, o ex-ministro da Previdência Ahmed Mohamad Oliveira também é
investigado e será monitorado por tornozeleira eletrônica. Há ainda mandados
contra o deputado federal Euclydes Pettersen Neto (Republicanos-MG) e o deputado
estadual Edson Cunha de Araújo (PSB-MA).
Os investigados poderão
responder por inserção de dados falsos em sistemas públicos, organização
criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de
lavagem e ocultação de bens.
A Operação Sem Desconto foi
deflagrada pela primeira vez em abril deste ano, quando a PF identificou a
cobrança de mensalidades fraudulentas em nome de entidades inexistentes, com a
simulação de filiação de beneficiários do INSS sem qualquer consentimento.
Com as novas prisões, a PF tenta avançar sobre o núcleo político e administrativo que teria se beneficiado do esquema ao longo de cinco anos.
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