Em publicação nas redes
sociais, Hillary atacou frontalmente a medida protecionista de Trump,
classificando-a como uma jogada política com motivações pessoais. "Você
[o cidadão americano] está prestes a pagar mais por carne não só porque o Trump
quer proteger o seu amigo corrupto, mas também porque os republicanos no
Congresso decidiram ceder-lhe o poder sobre a política comercial",
escreveu.
A declaração inflamou os
ânimos políticos em Washington e em Brasília. De um lado, Trump justifica a
decisão alegando "ataques insidiosos contra eleições livres no
Brasil", referindo-se ao processo judicial que Bolsonaro enfrenta no STF.
De outro, Hillary sugere que o ex-presidente dos EUA esteja usando o comércio
exterior como ferramenta de retaliação e proteção ideológica.
Em carta enviada ao
presidente Lula, Trump não poupou críticas ao que chamou de “perseguição
política” contra Jair Bolsonaro. “A forma como o Brasil tem tratado o
ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante
seu mandato — inclusive pelos Estados Unidos — é uma vergonha internacional”,
escreveu.
O caso Bolsonaro envolve uma
acusação formal da Procuradoria-Geral da República (PGR), que o colocou como
réu no STF por envolvimento direto em uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Além de Bolsonaro, sete ex-integrantes da cúpula de seu governo também são
réus, divididos em diferentes núcleos de investigação.
Com a taxação de 50% sobre
as exportações brasileiras — sobretudo de carne, grãos e metais —, a relação
entre os dois países mergulha em um clima de tensão comercial e política. O
episódio revela o quanto o Brasil se tornou um tabuleiro estratégico nas
disputas ideológicas entre democratas e republicanos nos EUA, além de expor a
polarização interna que ainda reverbera após o governo Bolsonaro.
A taxação de 50% representa
um golpe direto para setores estratégicos da economia brasileira, como o
agronegócio e a indústria de transformação. Entidades já se manifestaram
alertando para perdas bilionárias nas exportações e possível retração nos
empregos ligados ao mercado externo.
Enquanto isso, a ala bolsonarista celebra o gesto de Trump como um sinal de “lealdade ideológica”, mesmo com o custo sendo arcado por empresários e trabalhadores brasileiros.
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