Coordenado pelo
vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio
e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, o governo federal realizará nesta
segunda-feira (14) duas agendas separadas com representantes dos setores
produtivos diretamente afetados. A iniciativa demonstra a intenção do Executivo
de manter o diálogo aberto e constante com os atores econômicos e construir uma
reação baseada em consensos técnicos e políticos.
A primeira agenda, marcada
para as 10h, reunirá líderes e entidades representativas de segmentos como aviação,
aço, alumínio, celulose, máquinas, calçados, móveis e autopeças. Também
participam do encontro os ministros Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad
(Fazenda) e Mauro Vieira (Relações Exteriores). O ministro de Portos e
Aeroportos, Silvio Costa Filho, foi convidado para somar à discussão, dada a
relevância logística na cadeia de exportações.
Segundo Alckmin, a ideia é ouvir
as demandas específicas de cada setor e traçar, de forma técnica, as medidas
mais adequadas para proteger a competitividade da indústria nacional frente à
nova barreira tarifária imposta pelos Estados Unidos.
No período da tarde, às 14h,
será a vez de representantes do agronegócio participarem da construção dessa
resposta. Estarão presentes atores dos segmentos de suco de laranja, carnes,
frutas, mel, couro e pescados — todos com exportações fortemente impactadas
pela nova política tarifária norte-americana.
A agenda com o setor
agropecuário também contará com a participação dos ministérios da Agricultura e
Pecuária, Desenvolvimento Agrário e Pesca. A reunião busca mapear os principais
prejuízos para o campo e avaliar alternativas comerciais e diplomáticas que
possam ser adotadas pelo Brasil.
Ao envolver amplamente os
setores produtivos na elaboração da resposta, o governo Lula dá sinais de que
pretende manter uma postura firme e articulada diante da taxação
norte-americana, evitando ações precipitadas e priorizando o alinhamento
interno. Para Alckmin, o momento exige "maturidade institucional e defesa
firme dos interesses nacionais, com o setor produtivo como protagonista".
Nos bastidores, já se discute
a possibilidade de levar a questão à Organização Mundial do Comércio (OMC),
além da busca por novos mercados e acordos bilaterais, caso o impasse comercial
com os EUA se prolongue.
A escalada tarifária
promovida pelos Estados Unidos impõe um desafio geopolítico e econômico ao
Brasil, mas também abre espaço para reafirmação da soberania comercial e
reavaliação de suas estratégias de inserção no mercado internacional.
👉 Acompanhe mais notícias e curta
nossas redes sociais:


Nenhum comentário:
Postar um comentário