Decisão
aprovada em convenção nacional permite que lideranças estaduais definam seus
palanques e amplia o movimento de independência dos partidos do Centrão.
O
União Brasil decidiu, nesta terça-feira (4), adotar uma posição de neutralidade
na disputa pela Presidência da República. A decisão foi aprovada durante a
convenção nacional da legenda e também será seguida pela Federação União
Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP).
Com
a definição, candidatos e lideranças da federação terão liberdade para apoiar
os presidenciáveis que melhor se adequem às articulações políticas em seus
respectivos estados e municípios.
Em
nota divulgada após a convenção, o presidente nacional do União Brasil, Antonio
Rueda, afirmou que a decisão demonstra a maturidade política da federação e
respeita a diversidade de alianças construídas pelo partido em todo o país.
"Tenho consciência do peso político que a Federação
União Progressista tem nacionalmente e que temos nomes extremamente preparados
para todos os cargos. A posição que estamos adotando reflete a nossa maturidade
política",
declarou.
A
decisão representa uma mudança na estratégia da federação para a eleição
presidencial e concede maior autonomia às lideranças regionais na definição de
seus palanques.
O
posicionamento também reduz as perspectivas de ampliação da coligação do
senador Flávio Bolsonaro (PL), que buscava atrair partidos do Centrão para
fortalecer sua candidatura ao Palácio do Planalto.
Além da União Progressista, o Republicanos também anunciou neutralidade na disputa presidencial. Nos bastidores de Brasília, a expectativa é que o Podemos adote posição semelhante, ampliando o número de legendas que optam por não declarar apoio institucional a nenhum candidato à Presidência da República.
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