Segundo
aliados da governadora Raquel Lyra, uma chapa composta exclusivamente por
integrantes do PSD está praticamente descartada. A avaliação é de que uma
composição fechada dentro do partido limitaria a capacidade de ampliar a base
política e fortalecer o palanque para as eleições de 2026.
Nesse
cenário, a disputa interna entre o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e o
ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), ambos interessados em
disputar o Senado, é vista pelo núcleo governista menos como um obstáculo e
mais como uma questão que precisa ser resolvida pela própria federação.
A
leitura predominante é de que não cabe à governadora arbitrar a escolha entre
os dois pré-candidatos. A responsabilidade pela construção do consenso
permanece nas mãos das lideranças nacionais da União Progressista.
Na
semana passada, ganhou força nos bastidores a informação de que o presidente
nacional do PP e copresidente da federação, Ciro Nogueira, teria informado ao
presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que Pernambuco integra o grupo de
estados considerados estratégicos para o Progressistas na definição das
candidaturas ao Senado.
O
ministro da Agricultura, André de Paula, aliado histórico de Kassab, reforçou
esse entendimento ao afirmar que a federação deve resolver internamente suas
divergências.
"Você está tratando uma federação como se fosse um
partido. Então, eles estão fadados a se resolver", declarou.
André
de Paula também destacou que Kassab concedeu ampla autonomia política à
governadora Raquel Lyra na condução das articulações em Pernambuco, descartando
qualquer intervenção direta do dirigente nacional do PSD sobre um conflito
envolvendo outra legenda da federação.
"O timing dessa definição não é de Raquel", reforçou o ministro.
Um
acordo teria sido feito nos bastidores. Caso Eduardo da Fonte vá para o Senado,
Miguel Coelho indicaria o nome a vice-governador. Em caso contrário, Eduardo
indicaria a vice. Esse impasse parece já ter sido resolvido. O nó agora estaria
na base de prefeitos aliados da governadora que não engolem a candidatura de
Túlio Gadelha e defendem o nome de Fernando Dueire.
A definição é considerada estratégica para a formação da chapa majoritária e poderá influenciar diretamente o desenho das alianças políticas em Pernambuco para as eleições de 2026.
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