terça-feira, 7 de julho de 2026

Raquel evita entrar em disputa da União Progressista e deixa definição sobre o Senado em aberto

          Enquanto os bastidores da sucessão estadual seguem em intensa movimentação, o Palácio do Campo das Princesas adota uma estratégia de cautela diante do impasse envolvendo a Federação União Progressista (União Brasil e PP) sobre a disputa por uma vaga ao Senado em Pernambuco.

Segundo aliados da governadora Raquel Lyra, uma chapa composta exclusivamente por integrantes do PSD está praticamente descartada. A avaliação é de que uma composição fechada dentro do partido limitaria a capacidade de ampliar a base política e fortalecer o palanque para as eleições de 2026.

Nesse cenário, a disputa interna entre o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), ambos interessados em disputar o Senado, é vista pelo núcleo governista menos como um obstáculo e mais como uma questão que precisa ser resolvida pela própria federação.

A leitura predominante é de que não cabe à governadora arbitrar a escolha entre os dois pré-candidatos. A responsabilidade pela construção do consenso permanece nas mãos das lideranças nacionais da União Progressista.

Na semana passada, ganhou força nos bastidores a informação de que o presidente nacional do PP e copresidente da federação, Ciro Nogueira, teria informado ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que Pernambuco integra o grupo de estados considerados estratégicos para o Progressistas na definição das candidaturas ao Senado.

O ministro da Agricultura, André de Paula, aliado histórico de Kassab, reforçou esse entendimento ao afirmar que a federação deve resolver internamente suas divergências.

"Você está tratando uma federação como se fosse um partido. Então, eles estão fadados a se resolver", declarou.

André de Paula também destacou que Kassab concedeu ampla autonomia política à governadora Raquel Lyra na condução das articulações em Pernambuco, descartando qualquer intervenção direta do dirigente nacional do PSD sobre um conflito envolvendo outra legenda da federação.

"O timing dessa definição não é de Raquel", reforçou o ministro.

Um acordo teria sido feito nos bastidores. Caso Eduardo da Fonte vá para o Senado, Miguel Coelho indicaria o nome a vice-governador. Em caso contrário, Eduardo indicaria a vice. Esse impasse parece já ter sido resolvido. O nó agora estaria na base de prefeitos aliados da governadora que não engolem a candidatura de Túlio Gadelha e defendem o nome de Fernando Dueire.

A definição é considerada estratégica para a formação da chapa majoritária e poderá influenciar diretamente o desenho das alianças políticas em Pernambuco para as eleições de 2026. 

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