Segundo
a investigação, o grupo operava um call center instalado em um empresarial na
Avenida Agamenon Magalhães, de onde atraía investidores por meio da plataforma Aglobal
Trade, que não possuía CNPJ nem autorização para atuar no mercado financeiro.
As
investigações começaram em 2024, após uma vítima denunciar prejuízo superior a R$
1,5 milhão. Durante a apuração, a polícia identificou outras pessoas lesadas,
entre elas uma vítima que perdeu cerca de R$ 800 mil.
De
acordo com a delegada Viviane Arruda, o golpe simulava uma corretora legítima.
Os investidores recebiam login e senha para acessar uma plataforma com
gráficos, extratos e supostos rendimentos, criando a falsa impressão de que os
recursos estavam sendo aplicados em criptomoedas, bolsa de valores e outros
ativos.
"Era
uma fraude em que você simulava todo um painel de investimento financeiro. A
pessoa acreditava que estava investindo em locais corretos", explicou a
delegada.
Na
prática, porém, nenhum investimento era realizado. O sistema era utilizado
apenas para incentivar novos depósitos. Quando as vítimas tentavam resgatar o
dinheiro, eram surpreendidas com cobranças de falsas taxas ou tinham o acesso
bloqueado.
A
Polícia Civil informou que o grupo possuía estrutura profissional, semelhante à
de uma empresa de telemarketing, com operadores treinados para convencer as
vítimas a investir quantias cada vez maiores.
Os
13 presos responderão pelos crimes apurados durante a investigação, enquanto a
Operação Mirage continua para identificar outros envolvidos e calcular o
prejuízo total causado pelo esquema.
A
polícia orienta que investidores sempre verifiquem se corretoras e plataformas
financeiras possuem autorização dos órgãos reguladores antes de realizar
qualquer aplicação financeira.


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