quarta-feira, 15 de julho de 2026

Governo nega definição de chapa após PP ir ao Palácio questionar suposta escolha de Miguel Coelho ao Senado

Secretário da Casa Civil afirmou a deputados progressistas que "não há nada resolvido". Movimentação ocorre após ex-prefeito de Petrolina fazer postagem em tom de pré-campanha nas redes sociais.

O xadrez político para a formação da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD) ganhou novos contornos de tensão nesta quarta-feira (15). Diante dos fortes rumores de que o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), teria sido o nome escolhido para representar a Federação União Progressista (UP) na disputa ao Senado — o que escantearia o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) —, uma comitiva de parlamentares do Partido Progressistas foi ao Palácio do Campo das Princesas cobrar esclarecimentos e defender o nome de Eduardo da Fonte.

Nos bastidores, o clima de incerteza dominou as conversas. A resposta do Executivo estadual, no entanto, jogou água na fervura. Recebidos pelo secretário da Casa Civil, Túlio Villaça, os deputados do PP ouviram a garantia de que as negociações permanecem inalteradas. Segundo fontes ouvidas em caráter reservado, Villaça foi categórico ao afirmar que as especulações "não têm nada a ver" com a realidade do momento e que "não tem nada resolvido" em relação ao fechamento da chapa.

No meio político, os burburinhos em torno da consolidação de Miguel Coelho vêm sendo interpretados por algumas alas como uma manobra do entorno do ex-prefeito para "tumultuar" as tratativas e forçar uma definição. A percepção ganhou força após Coelho publicar, em seu perfil no Instagram, uma foto com a frase "Miguel Coelho, a força do trabalho" e a legenda "Começou!", um claro aceno de largada na pré-campanha.

Oficialmente, os deputados do PP adotaram a lei do silêncio. Procurados pela reportagem, os parlamentares evitaram comentar o teor da reunião no Palácio. Contudo, o encontro foi confirmado de maneira sigilosa por interlocutores ligados à bancada progressista.

Às vésperas do período oficial de convenções partidárias, a chapa de Raquel Lyra continua com peças em aberto. Até o momento, a única composição dada como certa nos bastidores governistas é a presença do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) concorrendo a uma das vagas ao Senado Federal. A disputa pela segunda vaga segue em aberto, testando a capacidade de articulação do Palácio para manter o PP e o União Brasil na mesma base de apoio. 

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