quarta-feira, 29 de julho de 2026

Flávio Bolsonaro não comparece à PF e Moraes abre prazo para manifestação da PGR

              O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, no prazo de 15 dias, após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) optar por não comparecer ao depoimento marcado para esta terça-feira (28) na Polícia Federal.

Investigado por suposta prática do crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar apresentou uma defesa por escrito à Polícia Federal, alegando sua versão sobre os fatos e solicitando que o documento substituísse o interrogatório presencial. Na condição de investigado, Flávio Bolsonaro tem o direito constitucional de permanecer em silêncio e não é obrigado a prestar depoimento.

Em comunicação encaminhada ao STF, o delegado da Polícia Federal Antônio Carlos Knoll informou que o senador foi regularmente intimado, mas decidiu exercer o direito de não comparecer, formalizando sua defesa por meio de manifestação escrita.

Diante da informação, Alexandre de Moraes determinou o retorno dos autos à Procuradoria-Geral da República para que o órgão avalie as próximas medidas processuais.

A investigação foi instaurada após uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro deste ano, quando comentou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por autoridades dos Estados Unidos. Na postagem, o senador afirmou que "Lula será delatado" e associou o presidente da República ao Foro de São Paulo, mencionando acusações relacionadas a tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a grupos terroristas, ditaduras e fraudes eleitorais.

Com a manifestação da PGR, o Supremo deverá definir os próximos passos da investigação.

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