Investigado
por suposta prática do crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT), o parlamentar apresentou uma defesa por escrito à Polícia Federal,
alegando sua versão sobre os fatos e solicitando que o documento substituísse o
interrogatório presencial. Na condição de investigado, Flávio Bolsonaro tem o
direito constitucional de permanecer em silêncio e não é obrigado a prestar
depoimento.
Em
comunicação encaminhada ao STF, o delegado da Polícia Federal Antônio Carlos
Knoll informou que o senador foi regularmente intimado, mas decidiu exercer o
direito de não comparecer, formalizando sua defesa por meio de manifestação
escrita.
Diante
da informação, Alexandre de Moraes determinou o retorno dos autos à
Procuradoria-Geral da República para que o órgão avalie as próximas medidas
processuais.
A
investigação foi instaurada após uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na
rede social X, em 3 de janeiro deste ano, quando comentou a captura do
presidente venezuelano Nicolás Maduro por autoridades dos Estados Unidos. Na
postagem, o senador afirmou que "Lula será delatado" e associou o
presidente da República ao Foro de São Paulo, mencionando acusações
relacionadas a tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro,
apoio a grupos terroristas, ditaduras e fraudes eleitorais.
Com
a manifestação da PGR, o Supremo deverá definir os próximos passos da
investigação.
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