Segundo o diretor comercial
da empresa, Geovane de Freitas, o projeto nasceu inicialmente com foco em
atender pessoas sem plano de saúde que ainda conseguiam custear consultas
particulares. Porém, ao lado do sócio e vice-presidente da empresa, Anchieta Mascena,
percebeu a necessidade de ampliar o alcance da iniciativa para atender uma
parcela ainda mais vulnerável da população.
“A ideia inicial era
atender o cidadão comum que não tinha plano de saúde, mas podia pagar uma
consulta. Depois entendemos que existia uma camada da população ainda mais
vulnerável, que não tinha condição alguma de chegar até um especialista. Foi aí
que decidimos direcionar o projeto para atender essas pessoas através das
prefeituras”, explicou.
O modelo desenvolvido pela
empresa leva o atendimento especializado para dentro das próprias unidades
básicas de saúde dos municípios. Os pacientes são encaminhados pela regulação
do SUS e realizam as consultas em ambientes preparados pelas prefeituras, equipados
com computador, câmera, televisão e suporte técnico de profissionais
capacitados pela equipe da Tech Mais Saúde.
De acordo com Geovane, um
dos diferenciais do sistema é o acolhimento humanizado. Antes da consulta, os
médicos têm acesso ao histórico clínico e ao prontuário do paciente, permitindo
um atendimento mais próximo da realidade de cada pessoa.
“Atualmente, muitas
pessoas chegam fragilizadas após meses aguardando atendimento especializado. O
médico já entra na consulta entendendo aquele contexto, ouvindo o paciente e
oferecendo atenção individualizada”, destacou.
Hoje, a empresa contabiliza
mais de 15 mil atendimentos realizados e cerca de 1.200 médicos cadastrados na
plataforma, atuando em mais de 30 especialidades, entre elas cardiologia,
neurologia, endocrinologia, psiquiatria, ortopedia, dermatologia e neuropediatria.
A neuropediatria aparece
entre as áreas mais procuradas, especialmente em razão do aumento de
diagnósticos relacionados ao TDAH e ao transtorno do espectro autista,
especialidade considerada escassa e de alto custo no interior do estado.
A Tech Mais Saúde utiliza
uma plataforma própria de telemedicina, com certificações voltadas à proteção
de dados clínicos e adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O primeiro município
atendido pela empresa foi Afogados da Ingazeira, considerado hoje o principal
case da operação. Segundo Geovane, foi na cidade que o projeto conseguiu
demonstrar os impactos diretos da telemedicina na redução das filas do SUS.
“O prefeito acreditou
no projeto desde o início e investiu na criação de um centro clínico digital.
Hoje vários gestores visitam Afogados para conhecer o modelo implantado”,
afirmou.
O prefeito Alessandro
Palmeira destacou que a implantação da plataforma gerou economia significativa
aos cofres públicos. Segundo ele, houve uma redução direta de R$ 80 mil nos
custos inicialmente previstos para contratação dos serviços.
Além disso, a diminuição dos
deslocamentos de pacientes para Recife evitou gastos de aproximadamente R$
473,7 mil com transporte e alimentação através do TFD. Somando os dois fatores,
a economia para o município chegou a R$ 553,7 mil.
“A estratégia
conseguiu unir eficiência financeira e ampliação da oferta de consultas
especializadas para a população”, afirmou o gestor.
Para Geovane, o investimento
em saúde digital também impacta diretamente no desenvolvimento social e
econômico dos municípios.
“Quando o gestor investe em saúde e acesso à especialidade médica, ele reduz internações, melhora a qualidade de vida da população e fortalece o desenvolvimento da cidade. Uma população saudável também é mais produtiva”, concluiu. Do Blog da Folhape
👉 Acompanhe
mais notícias e curta nossas redes sociais:


Nenhum comentário:
Postar um comentário