quarta-feira, 20 de maio de 2026

Tech Mais Saúde amplia acesso à telemedicina e reduz filas do SUS em municípios pernambucanos

              Criada há três anos com a proposta de democratizar o acesso à saúde especializada, a Tech Mais Saúde vem consolidando sua atuação em municípios pernambucanos através de um modelo de telemedicina voltado principalmente para pacientes em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa conecta cidades do interior a médicos especialistas de diversas áreas, reduzindo filas do SUS e diminuindo a necessidade do Tratamento Fora do Domicílio (TFD).

Segundo o diretor comercial da empresa, Geovane de Freitas, o projeto nasceu inicialmente com foco em atender pessoas sem plano de saúde que ainda conseguiam custear consultas particulares. Porém, ao lado do sócio e vice-presidente da empresa, Anchieta Mascena, percebeu a necessidade de ampliar o alcance da iniciativa para atender uma parcela ainda mais vulnerável da população.

“A ideia inicial era atender o cidadão comum que não tinha plano de saúde, mas podia pagar uma consulta. Depois entendemos que existia uma camada da população ainda mais vulnerável, que não tinha condição alguma de chegar até um especialista. Foi aí que decidimos direcionar o projeto para atender essas pessoas através das prefeituras”, explicou.

O modelo desenvolvido pela empresa leva o atendimento especializado para dentro das próprias unidades básicas de saúde dos municípios. Os pacientes são encaminhados pela regulação do SUS e realizam as consultas em ambientes preparados pelas prefeituras, equipados com computador, câmera, televisão e suporte técnico de profissionais capacitados pela equipe da Tech Mais Saúde.

De acordo com Geovane, um dos diferenciais do sistema é o acolhimento humanizado. Antes da consulta, os médicos têm acesso ao histórico clínico e ao prontuário do paciente, permitindo um atendimento mais próximo da realidade de cada pessoa.

“Atualmente, muitas pessoas chegam fragilizadas após meses aguardando atendimento especializado. O médico já entra na consulta entendendo aquele contexto, ouvindo o paciente e oferecendo atenção individualizada”, destacou.

Hoje, a empresa contabiliza mais de 15 mil atendimentos realizados e cerca de 1.200 médicos cadastrados na plataforma, atuando em mais de 30 especialidades, entre elas cardiologia, neurologia, endocrinologia, psiquiatria, ortopedia, dermatologia e neuropediatria.

A neuropediatria aparece entre as áreas mais procuradas, especialmente em razão do aumento de diagnósticos relacionados ao TDAH e ao transtorno do espectro autista, especialidade considerada escassa e de alto custo no interior do estado.

A Tech Mais Saúde utiliza uma plataforma própria de telemedicina, com certificações voltadas à proteção de dados clínicos e adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O primeiro município atendido pela empresa foi Afogados da Ingazeira, considerado hoje o principal case da operação. Segundo Geovane, foi na cidade que o projeto conseguiu demonstrar os impactos diretos da telemedicina na redução das filas do SUS.

“O prefeito acreditou no projeto desde o início e investiu na criação de um centro clínico digital. Hoje vários gestores visitam Afogados para conhecer o modelo implantado”, afirmou.

O prefeito Alessandro Palmeira destacou que a implantação da plataforma gerou economia significativa aos cofres públicos. Segundo ele, houve uma redução direta de R$ 80 mil nos custos inicialmente previstos para contratação dos serviços.

Além disso, a diminuição dos deslocamentos de pacientes para Recife evitou gastos de aproximadamente R$ 473,7 mil com transporte e alimentação através do TFD. Somando os dois fatores, a economia para o município chegou a R$ 553,7 mil.

“A estratégia conseguiu unir eficiência financeira e ampliação da oferta de consultas especializadas para a população”, afirmou o gestor.

Para Geovane, o investimento em saúde digital também impacta diretamente no desenvolvimento social e econômico dos municípios.

“Quando o gestor investe em saúde e acesso à especialidade médica, ele reduz internações, melhora a qualidade de vida da população e fortalece o desenvolvimento da cidade. Uma população saudável também é mais produtiva”, concluiu. Do Blog da Folhape 

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