Apesar da negativa da PF, a Procuradoria-Geral
da República ainda poderá analisar a proposta de forma independente. O acordo
vinha sendo negociado em conjunto entre a Polícia Federal e a PGR, mas até o
momento o órgão não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
Segundo investigadores, o
material entregue pela defesa acrescenta poucas informações ao que já havia
sido apurado pela corporação. A avaliação interna é de que Vorcaro estaria
tentando proteger pessoas próximas durante as negociações da colaboração.
As investigações ganharam
novos desdobramentos após a apreensão de mais de oito celulares do banqueiro.
De acordo com a perícia inicial realizada em parte dos aparelhos, a PF
identificou indícios de que o suposto esquema investigado ultrapassa fraudes financeiras,
envolvendo também suspeitas de corrupção, organização criminosa e utilização de
uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilosos.
Nesta terça-feira (19), após
solicitação da própria Polícia Federal, Daniel Vorcaro foi transferido para uma
cela comum na Superintendência da PF, em Brasília. A partir de agora, o
empresário ficará submetido às normas internas da corporação, inclusive no que
diz respeito ao recebimento de visitas de advogados.
Antes da transferência, o
banqueiro permanecia em uma sala no modelo de “Estado-Maior”, espaço que também
foi utilizado para a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de
2025 e janeiro deste ano.
Daniel Vorcaro havia sido
transferido, em 19 de março, da Penitenciária Federal de Brasília para a
Superintendência da Polícia Federal, localizada no centro da capital federal.
Um dia antes da mudança, a defesa do banqueiro procurou a PF para informar o interesse
do empresário em firmar um acordo de delação premiada.
Na mesma data, Vorcaro
assinou um termo de confidencialidade, iniciando oficialmente as negociações
para colaboração. No início deste mês, os advogados concluíram os anexos da
proposta, entregando o conteúdo às autoridades por meio de um pen drive.
O caso segue sob investigação da Polícia Federal e acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal.
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