A magistrada participou do I
Congresso do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) e do III
Congresso Integrado de Direito Eleitoral, que discutiu o tema “Eleições 2026:
Integridade do processo eleitoral na era digital”.
Segundo Estela Aranha, o
sistema eleitoral foi estruturado com base em meios tradicionais, como rádio e
televisão, onde havia controle sobre emissores e tempo de propaganda. No
ambiente digital, porém, essas referências deixam de existir, dando lugar a uma
dinâmica de “campanha permanente”.
“Grande parte dos
debates políticos hoje ocorre em contas que não são explicitamente eleitorais,
mas que possuem maior alcance e influência”,
destacou.
A ministra ressaltou que as
plataformas digitais operam com base na captura de atenção e interesses
econômicos, o que pode influenciar diretamente o comportamento do eleitor.
Segundo ela, há falta de transparência sobre o funcionamento dos algoritmos e sobre
os interesses por trás da distribuição de conteúdos.
Outro ponto abordado foi o
impacto das chamadas fake news, classificadas por Estela como um processo de
“manipulação adversarial online”. De acordo com a magistrada, trata-se de um
ecossistema que pode envolver influenciadores, robôs e mídias alternativas com
o objetivo de fragilizar a confiança nas instituições.
Ela também chamou atenção
para o papel dos chamados “influenciadores invisíveis”, que atuam sem
identificação política explícita, mas possuem grande capacidade de mobilização.
“É um conteúdo que
chega sem rótulo de propaganda, sem transparência e com forte capacidade de
influência política”, afirmou.
Para a ministra, a Justiça
Eleitoral precisa avançar na fiscalização não apenas do conteúdo das campanhas,
mas também da forma como esse conteúdo é distribuído nas plataformas digitais.
A discussão ocorre em um momento de preparação para as eleições de 2026, que devem ampliar ainda mais o protagonismo das redes sociais no processo democrático.
👉 Acompanhe
mais notícias e curta nossas redes sociais:


Nenhum comentário:
Postar um comentário