O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva voltou a criticar as privatizações realizadas no setor de energia
e combustíveis no Brasil. Durante o lançamento da plataforma de streaming Tela
Brasil, realizado no Rio de Janeiro, o chefe do Executivo afirmou que a venda
de ativos estratégicos, como a BR Distribuidora, reduziu a capacidade do país
de influenciar os preços dos combustíveis para a população.Ao comentar os impactos da
instabilidade internacional provocada pelos conflitos envolvendo Estados
Unidos, Israel e Irã, Lula destacou que o Brasil adotou medidas para minimizar
os efeitos da alta do petróleo no mercado global, mas argumentou que atualmente
o país possui menos instrumentos para intervir no setor.
“O que o povo
brasileiro ganhou com a privatização da BR Distribuidora? Com a venda da
Liquigás? Hoje não temos controle. Não temos uma distribuidora para controlar
os preços”, declarou o presidente.
Lula também voltou a
defender a Petrobras como patrimônio estratégico nacional e criticou
iniciativas de governos anteriores que, segundo ele, buscaram avançar com
processos de privatização da estatal.
“Eu sempre acho que a
Petrobras é do Estado brasileiro, mas quantas pessoas tentaram privatizar?”,
afirmou.
Durante o evento, o
presidente ainda abordou políticas públicas voltadas para a cultura. Ao
destacar a expansão dos Pontos de Cultura no país, Lula afirmou que houve
interrupção da política nos anos seguintes ao impeachment da ex-presidente
Dilma Rousseff.
Segundo ele, o Brasil saiu
de cerca de 4 mil Pontos de Cultura para 16 mil unidades atualmente, resultado
da retomada dos investimentos federais no setor cultural.
As declarações reforçam a defesa do governo federal pela presença do Estado em áreas consideradas estratégicas para a economia e para a oferta de serviços à população, especialmente em setores como energia, combustíveis e cultura.

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