A petição de Douglas Ruas
foi apresentada no âmbito da ação que discute o rito e as regras para a
realização de uma futura eleição indireta no estado. O parlamentar argumentava
que, por critério de linha sucessória constitucional, o comando do Palácio Guanabara
deveria ser transferido ao chefe do Legislativo.
A vacância absoluta no
Executivo do Rio ocorreu após um duplo movimento político e administrativo: o
governador Cláudio Castro (PL) renunciou ao mandato em abril, enquanto o
vice-governador, Thiago Pampolha, já havia deixado o cargo para assumir uma
vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Ao fundamentar a rejeição, o
ministro Luiz Fux sublinhou que a atual configuração governamental cumpre uma
deliberação anterior do próprio plenário da Suprema Corte. O colegiado já havia
determinado que o chefe do Poder Judiciário fluminense, Ricardo Couto, deveria
conduzir o Estado interinamente até que o mérito das ações que questionam a
validade das regras da eleição indireta seja julgado em definitivo pelo STF.
A decisão de Fux barra a tentativa da Alerj de assumir o controle político imediato do Estado, congelando a disputa pelo Palácio Guanabara no campo jurídico e mantendo o Judiciário como garantidor da estabilidade administrativa em meio à crise sucessória fluminense.
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