Presidente nacional do PSB
detalha avanço na construção de diretrizes programáticas e anuncia nova etapa
de escuta popular com foco em grandes eixos estruturadores.
O debate sobre o futuro de
Pernambuco ganhou novos contornos programáticos nesta terça-feira (26). Em
visita institucional à imprensa da capital, o presidente nacional do PSB e
pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos, defendeu que a construção de
sua plataforma de gestão superará o horizonte tradicional de um mandato de
quatro anos, propondo um planejamento estratégico voltado para as próximas
cinco décadas. Entre os eixos estruturais prioritários, o socialista assegurou
protagonismo direto do Estado na conclusão e operação da Ferrovia
Transnordestina.
"Tenho certeza
de que vamos ter um plano não só para cuidar das emergências de hoje de
Pernambuco, mas para falar sobre o que o estado quer nos próximos 50
anos", afirmou Campos. Ele equiparou o desafio
atual a marcos históricos do desenvolvimento regional, como a Refinaria Abreu e
Lima, o polo petroquímico, o complexo de Suape e a transposição do Rio São
Francisco.
De acordo com o
pré-candidato, a elaboração das propostas de governo já se encontra em estágio
avançado e dinâmico, sob a condução de grupos técnicos setorizados em áreas
estratégicas. O diferencial da metodologia, segundo ele, reside na combinação
entre viabilidade fiscal e validação social.
Nos próximos dias, a
pré-campanha deve inaugurar uma nova fase de escuta popular focada no
refinamento dessas diretrizes.
"Já temos muitas
ideias concebidas e construídas, que estão sendo testadas do ponto de vista
técnico, de equilíbrio e de funcionamento. O plano de governo virá com
densidade, capacidade técnica de construção conjunta e uma forte validação das
pessoas", pontuou João Campos.
Ao ser interpelado sobre o
futuro da malha ferroviária no Nordeste, Campos elevou o tom político e
criticou a postura da atual gestão estadual em relação à Ferrovia
Transnordestina. Ele garantiu que, sob sua liderança, o Palácio do Campo das
Princesas assumirá uma postura proativa, interferindo diretamente na modelagem
de negócios e na fiscalização das obras.
"A
Transnordestina será tratada como prioridade, e o estado passará a ter um
protagonismo que hoje não tem, inclusive com participação direta na modelagem e
execução", concluiu o líder socialista.
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