quinta-feira, 21 de maio de 2026

Deolane Bezerra é presa em operação que investiga lavagem de dinheiro do PCC

               A influenciadora digital e advogada pernambucana Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante o desdobramento da Operação Vérnix, ação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A operação também mira Marco Herbas Camacho, conhecido como “Marcola”, preso desde 1999, além do irmão dele, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos que, segundo a polícia, estão fora do país. Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva.

De acordo com as investigações, uma transportadora de cargas localizada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, seria utilizada pela facção criminosa para movimentações financeiras suspeitas.

Além de Deolane, o influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, apontado como filho de consideração da advogada, e um contador também são alvos de mandados de busca e apreensão. Policiais cumpriram diligências na residência da influenciadora em Barueri, na Grande São Paulo, e em outros imóveis ligados a ela.

Antes da prisão, Deolane esteve em Roma, na Itália, e chegou a integrar a lista de Difusão Vermelha da Interpol. Ela retornou ao Brasil na última quarta-feira (20).

Segundo os investigadores, a Operação Vérnix teve início em 2019 e passou a concentrar apurações sobre a influenciadora após a identificação de depósitos considerados suspeitos e movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos oficialmente declarados entre os anos de 2018 e 2021.

As autoridades afirmam que foram realizados mais de 50 depósitos, totalizando aproximadamente R$ 700 mil. A fragmentação das transferências teria sido utilizada para dificultar o rastreamento da origem dos recursos.

Um homem residente na Bahia foi identificado como suposto “laranja” responsável pelo envio de parte dos valores investigados. A polícia suspeita que contas de terceiros eram utilizadas para ocultar a verdadeira origem do dinheiro.

Ainda conforme a investigação, os valores movimentados não teriam sido declarados oficialmente. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões ligados ao caso.

Deolane Bezerra ganhou notoriedade nacional nas redes sociais e também esteve no centro de outras investigações recentes. Em 2024, ela chegou a cumprir prisão temporária em Pernambuco, incluindo passagem pela penitenciária feminina de Buíque. 

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