terça-feira, 12 de maio de 2026

Câmara de Buíque proíbe usa da tribuna por populares atacando a liberdade de expressão

               Um episódio ocorrido na Câmara Municipal de Buíque, justamente no período em que o município celebra seus 172 anos de emancipação política, provocou forte repercussão no meio político local e reacendeu o debate sobre os limites da atuação da Mesa Diretora e o direito à livre manifestação no parlamento.

Durante a última sessão legislativa, o presidente da Casa, vereador Cidinho de Moraes, negou o uso da tribuna ao ex-presidente Felinho da Serrinha, figura conhecida na política municipal por sua trajetória como ex-vereador, ex-presidente da Câmara por três mandatos e ex-candidato a vice-prefeito a chapa de Jobson Camelo. Enquanto o prefeito Túlio Monteiro faz festa, a Câmara, comandada por um aliado do gestor, tenta silenciar a população.

A decisão gerou controvérsia, sobretudo porque, na sessão anterior, o próprio presidente havia afirmado publicamente que o uso da tribuna seria permitido mediante solicitação formal. De acordo com parlamentares da oposição, o procedimento foi cumprido dentro do prazo, com protocolo realizado pelo vereador Edson da Serrinha, filho de Felinho.

A negativa surpreendeu não apenas a oposição, mas também parte da base governista e mais ainda os buiquenses. O episódio levantou questionamentos sobre uma possível mudança de critério na condução dos trabalhos legislativos, uma vez que, segundo relatos, o espaço da tribuna já havia sido concedido anteriormente a outros cidadãos em situações semelhantes.

Nos bastidores, vereadores avaliam que a decisão pode ter motivação política, especialmente diante do atual cenário da Câmara, que passou por mudanças recentes na composição e vem registrando maior protagonismo de parlamentares oposicionistas.

A sessão foi marcada por protestos de vereadores, incluindo Leonardo, Elson e Michelle Brito, que criticaram a decisão da Mesa Diretora.

Um dos pontos que chamou atenção foi a manifestação do vereador Rodrigo da Ótica, integrante da base governista, que também se posicionou contra a restrição ao uso da tribuna por cidadãos.

Outro aspecto que gerou críticas foi a condução da justificativa para a negativa. Durante a sessão, o presidente teria demonstrado dificuldades em fundamentar sua decisão com base no Regimento Interno da Casa, o que ampliou as críticas quanto à segurança jurídica do ato. O presidente não conhecia o próprio regimento.

O episódio ocorre em um momento sensível da política local, marcado por mudanças na composição da Câmara após decisões judiciais que resultaram na saída de parlamentares e na posse de novos vereadores, alterando o equilíbrio entre governo e oposição.

A expectativa agora é de que o episódio tenha desdobramentos nas próximas sessões, seja por meio de revisões de procedimentos internos, seja pelo aprofundamento do debate político dentro e fora da Câmara de Buíque. Com informações do blog de Cledilson Lima 

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