Durante a última sessão
legislativa, o presidente da Casa, vereador Cidinho de Moraes, negou o uso da
tribuna ao ex-presidente Felinho da Serrinha, figura conhecida na política
municipal por sua trajetória como ex-vereador, ex-presidente da Câmara por três
mandatos e ex-candidato a vice-prefeito a chapa de Jobson Camelo. Enquanto o
prefeito Túlio Monteiro faz festa, a Câmara, comandada por um aliado do gestor,
tenta silenciar a população.
A decisão gerou
controvérsia, sobretudo porque, na sessão anterior, o próprio presidente havia
afirmado publicamente que o uso da tribuna seria permitido mediante solicitação
formal. De acordo com parlamentares da oposição, o procedimento foi cumprido dentro
do prazo, com protocolo realizado pelo vereador Edson da Serrinha, filho de
Felinho.
A negativa surpreendeu não
apenas a oposição, mas também parte da base governista e mais ainda os
buiquenses. O episódio levantou questionamentos sobre uma possível mudança de
critério na condução dos trabalhos legislativos, uma vez que, segundo relatos,
o espaço da tribuna já havia sido concedido anteriormente a outros cidadãos em
situações semelhantes.
Nos bastidores, vereadores
avaliam que a decisão pode ter motivação política, especialmente diante do
atual cenário da Câmara, que passou por mudanças recentes na composição e vem
registrando maior protagonismo de parlamentares oposicionistas.
A sessão foi marcada por
protestos de vereadores, incluindo Leonardo, Elson e Michelle Brito, que
criticaram a decisão da Mesa Diretora.
Um dos pontos que chamou
atenção foi a manifestação do vereador Rodrigo da Ótica, integrante da base
governista, que também se posicionou contra a restrição ao uso da tribuna por
cidadãos.
Outro aspecto que gerou
críticas foi a condução da justificativa para a negativa. Durante a sessão, o
presidente teria demonstrado dificuldades em fundamentar sua decisão com base
no Regimento Interno da Casa, o que ampliou as críticas quanto à segurança
jurídica do ato. O presidente não conhecia o próprio regimento.
O episódio ocorre em um
momento sensível da política local, marcado por mudanças na composição da
Câmara após decisões judiciais que resultaram na saída de parlamentares e na
posse de novos vereadores, alterando o equilíbrio entre governo e oposição.
A expectativa agora é de que o episódio tenha desdobramentos nas próximas sessões, seja por meio de revisões de procedimentos internos, seja pelo aprofundamento do debate político dentro e fora da Câmara de Buíque. Com informações do blog de Cledilson Lima
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