domingo, 12 de abril de 2026

Governo prepara pacote para reduzir endividamento usando recursos do FGTS

            Diante do avanço do endividamento das famílias brasileiras, a equipe econômica do Governo Federal articula um novo conjunto de medidas com foco na reorganização financeira da população e no estímulo ao chamado “crédito sustentável”. A proposta busca ampliar o acesso à renegociação de dívidas com juros menores e criar alternativas que aliviem o orçamento doméstico sem gerar impacto direto nas contas públicas.

Em entrevista, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que uma das principais iniciativas em estudo prevê a liberação de um saque extraordinário e limitado do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com a finalidade específica de quitar dívidas mais caras. Segundo ele, a medida está sendo cuidadosamente desenhada para preservar a sustentabilidade do fundo.

O ministro explicou que há duas frentes em análise envolvendo o FGTS. A primeira trata de ajustes relacionados ao saque-aniversário vinculado ao crédito consignado, que pode resultar na devolução de cerca de R$ 7 bilhões aos trabalhadores. Já a segunda proposta prevê a possibilidade de saque de até 20% do saldo da conta individual, direcionado a trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos — grupo que, de acordo com o governo, representa aproximadamente 92% da população.

A estratégia do governo também envolve a atuação conjunta com instituições financeiras. A ideia é incentivar bancos a oferecerem condições mais vantajosas para renegociação, com redução significativa dos juros e do saldo devedor. Para isso, o governo pretende utilizar o Fundo de Garantia de Operações (FGO) como mecanismo de proteção contra eventuais inadimplências nas novas operações.

De acordo com Dario Durigan, a expectativa é que os acordos de renegociação tragam descontos expressivos, podendo chegar a até 90% do valor das dívidas. A meta é alcançar mais de 30 milhões de brasileiros, ampliando o impacto social da iniciativa.

O ministro também contextualizou o cenário econômico recente, apontando que, embora programas anteriores tenham contribuído para a redução do endividamento, a elevação da taxa básica de juros nos últimos meses voltou a pressionar o orçamento das famílias e empresas. Segundo ele, há uma relação direta entre o aumento dos juros e o crescimento das dívidas, especialmente entre trabalhadores informais, pequenos empreendedores e consumidores de baixa renda.

O pacote em elaboração busca, portanto, equilibrar responsabilidade fiscal com medidas de estímulo econômico, criando condições para que milhões de brasileiros reorganizem suas finanças e retomem o consumo de forma mais sustentável. 

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