domingo, 12 de abril de 2026

Datafolha revela divisão de opiniões sobre cumprimento de pena de Jair Bolsonaro

          Um novo levantamento do Datafolha, divulgado neste domingo (12), traz um retrato atualizado da percepção dos brasileiros sobre a situação judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro. A pesquisa aponta que a maioria da população se posiciona favorável à manutenção do ex-chefe do Executivo em prisão domiciliar, evidenciando um cenário de opinião pública dividido, mas com leve predominância por medidas menos restritivas.

De acordo com os dados, 59% dos entrevistados defendem que Bolsonaro cumpra a pena em casa, enquanto 37% avaliam que ele deveria retornar ao regime fechado. Outros 5% não souberam ou preferiram não opinar. O ex-presidente está em prisão domiciliar desde o dia 27 de março, após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que autorizou a medida por um período inicial de 90 dias.

A decisão judicial, de caráter temporário, ainda será reavaliada ao fim desse prazo, podendo ser prorrogada ou revertida para o cumprimento da pena em regime fechado. Bolsonaro foi condenado anteriormente a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

A pesquisa também revela diferenças significativas de opinião entre grupos sociais. Entre pessoas com mais de 60 anos, o apoio à prisão domiciliar chega a 61%, enquanto entre empresários esse índice atinge 81%. Por outro lado, a defesa do retorno ao regime fechado é mais expressiva entre jovens de 16 a 24 anos (44%) e entre desempregados (42%).

No recorte político, o levantamento mostra que eleitores identificados com o campo bolsonarista apoiam amplamente a prisão domiciliar, com 94% favoráveis. Já entre os eleitores alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 66% defendem o retorno de Bolsonaro à prisão.

O estudo foi realizado entre os dias 7 e 9 de abril, ouvindo 2.004 pessoas em 137 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com registro na Justiça Eleitoral.

Os dados refletem não apenas a avaliação sobre o caso específico, mas também o grau de polarização ainda presente no país, especialmente quando o tema envolve figuras centrais da política nacional. 

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