Segundo
Alckmin, a proposta está em fase final de estruturação e deve ser
disponibilizada em até três semanas. O diferencial do programa será a oferta de
financiamento com juros de “um dígito”, embora o percentual exato ainda não
tenha sido divulgado.
A
operacionalização dos recursos ficará sob responsabilidade da Financiadora de
Estudos e Projetos (Finep), em parceria com instituições financeiras. O
objetivo central é impulsionar a modernização do parque agrícola nacional e
ampliar a competitividade do setor.
Além
do crédito para máquinas, o vice-presidente também sinalizou outras medidas em
estudo pelo governo federal. Entre elas, está a ampliação do seguro rural, que
atualmente cobre pouco mais de 7% da área plantada no país — um dos principais
desafios estruturais do setor.
Alckmin
destacou que a expansão dessa cobertura será conduzida com responsabilidade
fiscal, indicando que novas políticas dependerão do equilíbrio das contas
públicas. Outro ponto abordado foi a construção de um programa de renegociação
de dívidas para produtores rurais, contemplando tanto os adimplentes quanto os
inadimplentes.
A
agenda do governo inclui ainda medidas indiretas de estímulo ao agronegócio,
como a ampliação da lista de produtos com tarifa de importação zerada e a
desoneração das exportações prevista na reforma tributária.
Durante
o evento, lideranças do setor reforçaram a necessidade de ações mais robustas.
O deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da
Agropecuária (FPA), defendeu um modelo estruturado de renegociação de dívidas.
Segundo ele, o foco deve ser garantir condições para que os produtores
mantenham suas atividades e recuperem a capacidade produtiva.
O anúncio ocorre em um momento de pressão do setor agropecuário por crédito mais acessível, diante de um cenário de juros elevados e desafios financeiros no campo.
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