segunda-feira, 27 de abril de 2026

Governo federal anuncia R$ 10 bilhões para financiar máquinas agrícolas com juros reduzidos

              Durante a abertura da 31ª edição da Agrishow 2026, realizada neste domingo (26), em Ribeirão Preto, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, apresentou uma nova iniciativa voltada ao fortalecimento do agronegócio brasileiro. Trata-se do programa “Move Agrícola”, que prevê a liberação de R$ 10 bilhões em crédito para aquisição de máquinas e equipamentos, com taxas de juros reduzidas.

Segundo Alckmin, a proposta está em fase final de estruturação e deve ser disponibilizada em até três semanas. O diferencial do programa será a oferta de financiamento com juros de “um dígito”, embora o percentual exato ainda não tenha sido divulgado.

A operacionalização dos recursos ficará sob responsabilidade da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com instituições financeiras. O objetivo central é impulsionar a modernização do parque agrícola nacional e ampliar a competitividade do setor.

Além do crédito para máquinas, o vice-presidente também sinalizou outras medidas em estudo pelo governo federal. Entre elas, está a ampliação do seguro rural, que atualmente cobre pouco mais de 7% da área plantada no país — um dos principais desafios estruturais do setor.

Alckmin destacou que a expansão dessa cobertura será conduzida com responsabilidade fiscal, indicando que novas políticas dependerão do equilíbrio das contas públicas. Outro ponto abordado foi a construção de um programa de renegociação de dívidas para produtores rurais, contemplando tanto os adimplentes quanto os inadimplentes.

A agenda do governo inclui ainda medidas indiretas de estímulo ao agronegócio, como a ampliação da lista de produtos com tarifa de importação zerada e a desoneração das exportações prevista na reforma tributária.

Durante o evento, lideranças do setor reforçaram a necessidade de ações mais robustas. O deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), defendeu um modelo estruturado de renegociação de dívidas. Segundo ele, o foco deve ser garantir condições para que os produtores mantenham suas atividades e recuperem a capacidade produtiva.

O anúncio ocorre em um momento de pressão do setor agropecuário por crédito mais acessível, diante de um cenário de juros elevados e desafios financeiros no campo. 

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