O
Procedimento Administrativo nº 02291.000.165/2026 tem como foco principal
garantir que os recursos públicos destinados ao evento — um dos maiores do
calendário cultural da região — sejam aplicados dentro dos parâmetros legais.
Entre os princípios observados estão legalidade, economicidade, razoabilidade e
proporcionalidade.
A
iniciativa ocorre em um momento estratégico, já que a Prefeitura de Arcoverde
anunciou oficialmente a programação do São João 2026, que contará com 16 dias
de festividades, entre 13 e 28 de junho, reunindo nomes de destaque nacional
como Alceu Valença, Wesley Safadão, Nattan, Flávio José e a dupla Matheus &
Kauan.
Para
embasar a análise dos valores pagos aos artistas, o MPPE utilizará como
referência dados do Painel dos Festejos Juninos de 2025, além de parâmetros
técnicos recomendados por entidades municipalistas. O objetivo é verificar se
os cachês estão compatíveis com a média praticada no estado e evitar possíveis
distorções.
Um
dos pontos de atenção destacados no documento é o valor dos contratos. Segundo
a Promotoria, contratações que ultrapassem R$ 600 mil serão classificadas como
“outliers” — ou seja, fora do padrão — e deverão apresentar justificativas
detalhadas por parte da administração municipal.
Como
medida inicial, o Ministério Público determinou o envio da portaria ao
prefeito, ao controlador-geral do município e ao presidente da Câmara de
Vereadores, assegurando transparência e ciência institucional sobre o
acompanhamento em curso.
Em entrevista na semana passada, o prefeito Zeca Cavalcanti garantiu que não haverá utilização de recursos públicos para pagar os maiores cachês do São João de Arcoverde, como o do cantor Wesley Safadão, cujo show tem oscilado entre R$ 1,2 milhão e R$ 1 milhão e meio. Zeca disse que “não seria louco” de usar recursos públicos da municipalidade na contratação de nomes como Wesley, Xand Avião e Nathanzinho Lima.
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