De
acordo com o parlamentar, a determinação partiu da Secretaria Executiva de
Atenção à Saúde (SEAS) e estabelece a interrupção dos procedimentos entre os
dias 18 de março e 1º de abril de 2026. A ausência de um comunicado oficial
público ou de justificativa técnica detalhada intensificou as críticas à
condução da decisão.
A
suspensão atinge diretamente milhares de pernambucanos que aguardam cirurgias
consideradas não urgentes, mas essenciais para a qualidade de vida, como
retirada de vesícula, correção de hérnias e procedimentos ginecológicos.
Muitos
desses pacientes já enfrentam longas filas no Sistema Único de Saúde (SUS), com
relatos de espera superior a dois anos. A interrupção, segundo críticos, amplia
ainda mais o tempo de espera e pode agravar quadros clínicos.
O
deputado Romero Albuquerque questionou a forma como a medida foi adotada,
destacando a falta de transparência e comunicação com a população. Ele também
apontou contradição entre a decisão e declarações recentes da governadora Raquel
Lyra, que havia afirmado que 2026 seria “o ano da saúde pública” no estado.
Outro
ponto levantado foi a situação do Hospital da Restauração, que, segundo o
parlamentar, registra superlotação, com mais de 300% de ocupação na emergência
e pacientes aguardando leitos de UTI em condições críticas.
Para
o deputado, a adoção de um despacho interno, sem transparência pública,
representa um retrocesso na gestão da saúde.
Diante
da situação, o parlamentar protocolou um requerimento solicitando
esclarecimentos ao Governo do Estado. Entre os pontos cobrados estão:
- Publicação
de decreto de emergência em saúde pública;
- Apresentação
de cronograma para retomada das cirurgias;
- Divulgação
da lista de pacientes afetados;
- Plano
de comunicação individual com os usuários;
- Responsabilização
em casos de agravamento clínico decorrente da suspensão.
O caso deve ganhar novos desdobramentos nos próximos dias, com pressão política e expectativa de posicionamento oficial do governo estadual.
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