domingo, 22 de março de 2026

Justiça Federal solta suspeitos de sacar R$ 2,7 milhões no Recife e impõe medidas restritivas

                A decisão da Justiça Federal de conceder liberdade provisória aos quatro homens presos em flagrante com mais de R$ 2,7 milhões em espécie, no Recife, trouxe novos desdobramentos a um caso que mobilizou autoridades e levantou suspeitas de lavagem de dinheiro no estado.

A liberação ocorreu após audiência de custódia realizada no sábado (21), um dia depois da prisão, quando os investigados foram flagrados sacando a quantia milionária. Apesar da soltura, o grupo segue sob investigação e terá que cumprir uma série de medidas cautelares impostas pela Justiça.

De acordo com a decisão judicial, os envolvidos são:

  • Luiz Henrique de Albuquerque Bueno
  • Tiago Galve dos Santos
  • Tales Mariano Carvalho da Silva
  • Fernando José Palma Sampaio

Fernando José Palma Sampaio era assessor parlamentar ligado ao deputado Vinícius Carvalho (PL-SP), mas foi exonerado após a repercussão do caso.

Na decisão, o juiz Francisco Antônio de Barros e Silva Neto determinou uma série de restrições aos investigados, como forma de garantir o andamento das investigações.

Entre as medidas, estão:

  • Proibição de contato entre os investigados e possíveis testemunhas;
  • Impedimento de saída do país;
  • Entrega dos passaportes à Polícia Federal no prazo de 72 horas;
  • Restrição de acesso a órgãos públicos (com exceção inicial para Fernando, em razão da função que exercia à época).

As medidas substituem a prisão preventiva, permitindo que os suspeitos respondam ao processo em liberdade, sob monitoramento judicial.

O Ministério Público Federal chegou a solicitar medidas mais rigorosas, como uso de tornozeleira eletrônica, bloqueio de atividades econômicas e acesso integral aos dados dos celulares apreendidos.

No entanto, esses pedidos não foram acatados pelo magistrado neste momento, o que indica uma postura mais cautelosa da Justiça quanto à adoção de restrições mais severas antes do avanço das investigações.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Federal, com foco na origem e no destino dos recursos movimentados. A suspeita principal é de prática de lavagem de dinheiro, o que pode envolver uma rede mais ampla de operações financeiras ilícitas.

A apreensão de valores elevados em espécie acendeu o alerta das autoridades, especialmente diante da possibilidade de conexões com outros esquemas. 

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