A
decisão foi tomada após solicitação da Polícia Federal (PF), que argumentou
existir risco à segurança pública e possibilidade de interferência nas
investigações caso o investigado permanecesse em unidade prisional estadual.
Vorcaro
foi preso na quarta-feira (4), na cidade de São Paulo, durante a terceira fase
da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades financeiras
e outras práticas ilícitas relacionadas ao banco.
Na
manhã desta quinta-feira (5), o banqueiro foi transferido para a Penitenciária
de Potim, no interior paulista, onde permaneceu sob custódia provisória. Com a
decisão do STF, a expectativa é de que ele seja levado nesta sexta-feira (6)
para o presídio federal localizado em Brasília.
No
pedido encaminhado ao Supremo, a Polícia Federal destacou que a permanência do
investigado em unidade prisional estadual poderia representar risco à condução
do inquérito. Segundo os investigadores, Vorcaro teria capacidade de mobilizar
redes de influência capazes de interferir direta ou indiretamente nas
apurações.
De
acordo com a manifestação da PF, as circunstâncias do caso exigem cautela
reforçada na execução da prisão preventiva.
“As peculiaridades do caso concreto revelam cenário que
recomenda cautela redobrada quanto à execução da medida constritiva, sobretudo
diante da potencial capacidade do investigado de mobilizar redes de influência
com aptidão para, direta ou indiretamente, interferir na regular condução das
investigações ou no cumprimento das determinações judiciais”, apontou o documento apresentado ao
STF.
A
corporação também argumentou que a transferência para um presídio federal de
segurança máxima contribui para preservar a integridade física do investigado.
As
investigações também tiveram um episódio adicional envolvendo um aliado próximo
de Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, Luiz Phillipi Mourão, apontado como
colaborador do banqueiro, tentou atentar contra a própria vida na carceragem da
superintendência da PF em Belo Horizonte.
Ele
foi socorrido e permanece internado em um hospital da capital mineira.
Conforme
os investigadores, Mourão atuaria como auxiliar direto de Vorcaro e seria
responsável por monitorar pessoas consideradas adversárias dos interesses do
empresário. Nos bastidores da investigação, ele era conhecido pelo apelido de
“Sicario”, sendo apontado como responsável pela obtenção de informações
sigilosas e acompanhamento de alvos estratégicos.
A Operação Compliance Zero segue em andamento e busca esclarecer a extensão das supostas irregularidades envolvendo o Banco Master, além de identificar outros possíveis envolvidos no esquema investigado.
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