Durante
a mensagem, Lula destacou que o combate à violência contra a mulher precisa ser
encarado como uma prioridade nacional e um compromisso da sociedade. Segundo
ele, a realidade brasileira ainda revela números alarmantes. “Precisamos
começar encarando a realidade, por mais dura que ela seja. A cada seis horas,
um homem mata uma mulher no Brasil. Cada feminicídio é o resultado de uma soma
de violências diárias, silenciosas, naturalizadas”, afirmou.
O
pronunciamento ocorreu poucos dias após a formalização de uma nova estratégia
nacional para enfrentar esse tipo de crime. Nesta semana, representantes dos
três poderes da República firmaram, no Palácio do Planalto, o Pacto Nacional
Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa que busca ampliar a
articulação entre instituições públicas e sociedade civil para reduzir os
índices de violência contra mulheres no país.
Batizada
com o lema “Todos Por Todas”, a iniciativa estabelece quatro eixos
centrais de atuação: prevenção da violência, proteção às vítimas,
responsabilização de agressores e garantia de direitos para mulheres em
situação de vulnerabilidade.
No
pronunciamento, o presidente também destacou que a violência doméstica não deve
ser tratada como um problema privado. “Violência contra a mulher não é
questão privada onde ninguém mete a colher. É crime. E vamos, sim, meter a
colher”, declarou.
Ao
encerrar a mensagem, Lula reforçou que a construção de um país mais justo passa
pela garantia de segurança e oportunidades para as mulheres. “O Brasil
que queremos não é um país onde as mulheres apenas sobrevivam. É um país onde
elas possam viver em segurança, com liberdade para se divertir, trabalhar,
empreender e prosperar”, concluiu.
A fala presidencial marca mais um capítulo no debate nacional sobre políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, tema que ganha ainda mais visibilidade na data que simboliza a luta histórica por igualdade e respeito.
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