sábado, 7 de março de 2026

Lula faz apelo aos brasileiros e reforça pacto nacional de combate ao feminicídio

              Em um pronunciamento transmitido em rede nacional na noite deste sábado (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou a data do Dia Internacional da Mulher, domingo (8), para chamar a atenção do país para a violência de gênero e defender uma mobilização coletiva contra o feminicídio. Em tom de reflexão e alerta, o chefe do Executivo convidou os brasileiros — especialmente os homens — a repensarem atitudes e comportamentos em relação às mulheres.

Durante a mensagem, Lula destacou que o combate à violência contra a mulher precisa ser encarado como uma prioridade nacional e um compromisso da sociedade. Segundo ele, a realidade brasileira ainda revela números alarmantes. “Precisamos começar encarando a realidade, por mais dura que ela seja. A cada seis horas, um homem mata uma mulher no Brasil. Cada feminicídio é o resultado de uma soma de violências diárias, silenciosas, naturalizadas”, afirmou.

O pronunciamento ocorreu poucos dias após a formalização de uma nova estratégia nacional para enfrentar esse tipo de crime. Nesta semana, representantes dos três poderes da República firmaram, no Palácio do Planalto, o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa que busca ampliar a articulação entre instituições públicas e sociedade civil para reduzir os índices de violência contra mulheres no país.

Batizada com o lema “Todos Por Todas”, a iniciativa estabelece quatro eixos centrais de atuação: prevenção da violência, proteção às vítimas, responsabilização de agressores e garantia de direitos para mulheres em situação de vulnerabilidade.

No pronunciamento, o presidente também destacou que a violência doméstica não deve ser tratada como um problema privado. “Violência contra a mulher não é questão privada onde ninguém mete a colher. É crime. E vamos, sim, meter a colher”, declarou.

Ao encerrar a mensagem, Lula reforçou que a construção de um país mais justo passa pela garantia de segurança e oportunidades para as mulheres. “O Brasil que queremos não é um país onde as mulheres apenas sobrevivam. É um país onde elas possam viver em segurança, com liberdade para se divertir, trabalhar, empreender e prosperar”, concluiu.

A fala presidencial marca mais um capítulo no debate nacional sobre políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, tema que ganha ainda mais visibilidade na data que simboliza a luta histórica por igualdade e respeito. 

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