A
investigação, denominada Operação Vassalos, foi deflagrada no último dia 25 de
fevereiro e gerou forte repercussão no meio político. Questionado se o nome de
Miguel Coelho permanece entre as possibilidades para compor uma das vagas ao
Senado em uma eventual aliança política, João Campos destacou que prefere
aguardar o andamento das apurações antes de qualquer avaliação definitiva.
“Eu
jamais vou fazer prejulgamento na política. Acho que se a gente prejulga
qualquer pessoa, qualquer ato, a gente corre um sério risco de cometer uma
injustiça”, declarou.
Apesar
do contexto investigativo, o prefeito do Recife fez questão de ressaltar o
histórico político do aliado. Segundo ele, Miguel Coelho reúne atributos que o
credenciam a disputar cargos majoritários. “Eu não tenho nenhuma dúvida de que
Miguel é uma pessoa preparada, foi um grande prefeito de Petrolina, tem
capacidade política e de gestão, além de presidir um partido importante. O
principal é que saiu da prefeitura com cerca de 90% de aprovação popular”,
afirmou.
As
declarações foram dadas na manhã da última sexta-feira (6), pouco antes de João
Campos inaugurar a primeira etapa do Parque Linear do Rio Pina, localizado na
Vila Icapuí, no bairro do Pina, na zona sul do Recife. O projeto recebeu
investimento de aproximadamente R$ 5,2 milhões e representa uma intervenção
urbana considerada histórica na área, que anteriormente era ocupada por cerca
de 400 palafitas e moradias precárias. A iniciativa deve beneficiar
aproximadamente 12 mil moradores de seis comunidades da região.
Durante
a entrevista coletiva, João Campos também abordou a discussão sobre a formação
da chapa majoritária que poderá disputar o governo de Pernambuco em 2026. O
socialista descartou a possibilidade de candidaturas isoladas ao Senado dentro
do campo aliado e defendeu um modelo tradicional de composição.
A
declaração ocorre após reunião realizada em Brasília com o presidente nacional
do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva. Participaram ainda do encontro o
senador Humberto Costa e o deputado federal Carlos Veras.
De
acordo com João Campos, a estratégia defendida pelos partidos aliados é evitar
a pulverização de votos na disputa ao Senado, o que poderia favorecer
candidaturas da oposição. “Se você tem uma chapa majoritária, é natural que ela
seja composta por um candidato ao governo, um vice e dois candidatos ao Senado.
Esse é o arranjo padrão que acontece no Brasil inteiro”, explicou.
A fala reforça a articulação política em torno da construção de uma frente ampla para as eleições estaduais, cenário no qual João Campos desponta como um dos nomes mais cotados para disputar o governo de Pernambuco.
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