segunda-feira, 9 de março de 2026

Investigação da Polícia Civil aponta envolvidos em incêndio que atingiu casas da família de Rueda do União Brasil

                  Um episódio que, à época, levantou suspeitas de motivação política e gerou grande repercussão no cenário nacional começa a ser esclarecido pela polícia. Após quase dois anos de investigação, a Polícia Civil de Pernambuco identificou os suspeitos de participação no incêndio criminoso que atingiu duas casas de veraneio ligadas ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e à sua irmã, Emília Rueda.

O crime ocorreu em 11 de março de 2024 na Praia de Toquinho, no litoral sul do estado, área próxima ao destino turístico de Porto de Galinhas. As duas residências, localizadas lado a lado em um condomínio de veraneio, foram atingidas pelas chamas quase simultaneamente.

De acordo com o inquérito policial, quatro pessoas foram formalmente indiciadas: duas diaristas e dois seguranças. Todos possuem algum tipo de vínculo familiar ou profissional entre si, o que, segundo os investigadores, pode ter facilitado a execução da ação criminosa.

Entre os indiciados estão as diaristas Maria das Dores dos Santos Maciel, que trabalhava em uma casa localizada a cerca de 50 metros das residências incendiadas, e Maria Valéria dos Santos, responsável por serviços na casa de Emília Rueda e que possuía acesso às chaves do imóvel.

Também foram indiciados os seguranças José Pereira Gomes, marido de Maria das Dores, e Aluísio Ângelo da Silva, colega de trabalho de José.

Um dos pontos que chamou a atenção da investigação foi a ausência de sinais de arrombamento em uma das casas atingidas. Esse detalhe levou os investigadores a considerar, desde cedo, a possibilidade de que os responsáveis pelo ataque tivessem acesso facilitado ao local.

No momento do incêndio, Antônio Rueda estava fora do país, em viagem a Miami, quando recebeu a informação de que os imóveis da família haviam sido incendiados.

Apesar dos indiciamentos, a Polícia Civil ainda não descarta a existência de um possível mandante por trás do crime. Até agora, nenhum dos suspeitos apresentou detalhes sobre como a ação foi planejada ou quem teria ordenado o ataque.

O inquérito foi encaminhado às autoridades competentes e deverá seguir para análise do Ministério Público, que avaliará os próximos desdobramentos do caso.

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