A atuação da Polícia Federal do Brasil voltou ao centro do noticiário nacional nesta sexta-feira (27), após a prisão do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, detido em sua residência, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.
A
medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal
Federal (STF), no âmbito da terceira fase da Operação Unha e Carne, que
investiga possíveis vínculos entre agentes públicos e organizações criminosas.
Após
a prisão, Bacellar foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal no Rio
de Janeiro e, posteriormente, transferido para o presídio de Benfica, onde deve
passar por audiência de custódia ainda neste fim de semana.
De
acordo com informações da investigação, a nova fase da operação está
relacionada à ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que estabelece
diretrizes para a atuação das forças de segurança em comunidades do estado. A
Polícia Federal apura o cumprimento dessas determinações, especialmente no que
diz respeito ao combate a grupos criminosos.
Na
decisão judicial, o ministro destacou que a prisão se justifica pela
necessidade de garantia da ordem pública, ressaltando que o investigado perdeu
recentemente o mandato parlamentar, o que alterou sua condição jurídica. O
documento também aponta indícios de envolvimento em organização criminosa e
tentativa de interferência em investigações em andamento.
Entre
as suspeitas levantadas estão o possível vazamento de informações sigilosas de
operações policiais, o que teria comprometido ações contra o crime organizado,
além de indícios de orientação a terceiros para ocultação de provas e
esvaziamento de locais investigados.
Esta
não é a primeira vez que Bacellar é alvo da operação. Ele já havia sido preso
em dezembro do ano passado, também no âmbito da Operação Unha e Carne, que
apurava o suposto vazamento de dados ligados a ações contra o Comando Vermelho.
Na ocasião, foi liberado dias depois, mediante medidas cautelares, incluindo o
uso de tornozeleira eletrônica.
Com a nova prisão, o caso ganha novos desdobramentos e reforça o cerco das autoridades federais a possíveis interferências indevidas em investigações sensíveis no estado do Rio de Janeiro.
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