sábado, 28 de março de 2026

Ex-deputado é preso pela Polícia Federal em nova fase de operação autorizada pelo STF

                  A atuação da Polícia Federal do Brasil voltou ao centro do noticiário nacional nesta sexta-feira (27), após a prisão do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, detido em sua residência, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da terceira fase da Operação Unha e Carne, que investiga possíveis vínculos entre agentes públicos e organizações criminosas.

Após a prisão, Bacellar foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro e, posteriormente, transferido para o presídio de Benfica, onde deve passar por audiência de custódia ainda neste fim de semana.

De acordo com informações da investigação, a nova fase da operação está relacionada à ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que estabelece diretrizes para a atuação das forças de segurança em comunidades do estado. A Polícia Federal apura o cumprimento dessas determinações, especialmente no que diz respeito ao combate a grupos criminosos.

Na decisão judicial, o ministro destacou que a prisão se justifica pela necessidade de garantia da ordem pública, ressaltando que o investigado perdeu recentemente o mandato parlamentar, o que alterou sua condição jurídica. O documento também aponta indícios de envolvimento em organização criminosa e tentativa de interferência em investigações em andamento.

Entre as suspeitas levantadas estão o possível vazamento de informações sigilosas de operações policiais, o que teria comprometido ações contra o crime organizado, além de indícios de orientação a terceiros para ocultação de provas e esvaziamento de locais investigados.

Esta não é a primeira vez que Bacellar é alvo da operação. Ele já havia sido preso em dezembro do ano passado, também no âmbito da Operação Unha e Carne, que apurava o suposto vazamento de dados ligados a ações contra o Comando Vermelho. Na ocasião, foi liberado dias depois, mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

Com a nova prisão, o caso ganha novos desdobramentos e reforça o cerco das autoridades federais a possíveis interferências indevidas em investigações sensíveis no estado do Rio de Janeiro. 

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