quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

MPPE abre inquérito para investigar supostas irregularidades na merenda escolar em Angelim

             O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou inquérito civil para apurar denúncias de possíveis irregularidades na gestão da merenda escolar da Escola Municipal Miguel Calado Borba, localizada no município de Angelim, no Agreste do Estado. A portaria que formaliza a abertura da investigação foi publicada no Diário Oficial do órgão nesta terça-feira (10).

A apuração teve início após manifestações encaminhadas à Ouvidoria do MPPE, nas quais há relatos de suposto desvio de alimentos, utensílios e equipamentos pertencentes à unidade escolar para outros órgãos e eventos vinculados à Prefeitura. As denúncias também mencionam que os estudantes estariam recebendo alimentação considerada insuficiente, limitada a “bolacha e suco”.

Outro ponto levantado diz respeito à retirada de bens patrimoniais da escola, como aparelhos de ar-condicionado e computadores, o que, segundo os relatos, teria impactado diretamente o funcionamento da unidade.

O inquérito é conduzido pelo promotor de Justiça Romualdo Siqueira França. Diante da negativa preliminar apresentada pela Prefeitura de Angelim, o Ministério Público determinou a realização de diligências externas para aprofundar a investigação.

Entre as medidas previstas estão visitas técnicas sem aviso prévio à escola, conferência de estoque e da despensa, levantamento e inventário dos bens patrimoniais, além da exigência de apresentação, no prazo de até dez dias, de processos licitatórios e notas fiscais referentes à aquisição de gêneros alimentícios nos últimos 12 meses. Servidores da cozinha e professores também deverão ser ouvidos de forma reservada.

Prefeitura nega irregularidades

Em nota oficial, a Gestão Municipal afirmou que as denúncias possuem motivação política e reforçou que o fornecimento da merenda escolar segue critérios técnicos e fiscalização permanente. Segundo o comunicado, há controle rigoroso por meio de conferência de notas fiscais, guias de recebimento e remessa dos produtos.

A administração municipal destacou ainda que o cardápio é elaborado por nutricionista efetiva do quadro do município e que utiliza Relatório de Testes de Aceitabilidade, instrumento exigido pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

A Prefeitura ressaltou que a instauração do inquérito civil não significa reconhecimento de irregularidades, tratando-se de procedimento investigativo padrão. O caso segue sob apuração do Ministério Público. 

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