quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Raquel Lyra e Eduardo da Fonte retomam diálogo sobre futuro da federação União Progressista

               Após dias de tensão nos bastidores políticos, o clima voltou a ser de diálogo entre a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP). A reunião realizada nesta quinta-feira (12), no Palácio do Campo das Princesas, marcou uma tentativa clara de reordenar as articulações envolvendo o Progressistas e a federação União Progressista, em meio às definições estratégicas para as eleições deste ano.

O encontro ocorre poucos dias depois de uma conversa considerada ríspida entre as duas lideranças. Desta vez, no entanto, a sinalização foi de distensão e busca por entendimento político. A governadora teria solicitado um calendário objetivo para que a federação avance nas definições internas e possa formalizar seu posicionamento eleitoral.

Participaram da reunião os secretários estaduais Túlio Vilaça (Casa Civil) e André Teixeira Filho (Obras), este último apontado como um dos principais articuladores políticos do governo. Também estiveram presentes os deputados estaduais Antônio Moraes, Adalto Santos, Cleiton Collins e Kaio Maniçoba — atualmente licenciado para exercer a função de secretário de Turismo.

Nos bastidores, a avaliação é de que o PP precisa encerrar o impasse interno envolvendo o chamado “cabo de guerra” com a ala do União Brasil ligada ao ex-prefeito Miguel Coelho. A disputa tem travado o avanço das decisões dentro da federação e criado ruídos estratégicos em um momento considerado decisivo para a consolidação das alianças.

Eduardo da Fonte convocou uma reunião com as principais lideranças do Progressistas para o próximo dia 23 de fevereiro. A expectativa é ouvir bancadas, chapas proporcionais e dirigentes partidários antes de qualquer deliberação final. Embora a maioria da executiva estadual do PP seja favorável à manutenção da aliança com Raquel Lyra, a definição dependerá da construção de consenso interno.

Mesmo com a reunião agendada, fontes indicam que dificilmente haverá um desfecho definitivo ainda neste mês. O partido trabalha com seu próprio cronograma eleitoral e pretende amadurecer a decisão antes de oficializar qualquer posicionamento. Após essa etapa, a federação ainda precisará equalizar interesses com o União Brasil — um processo que pode se estender até abril.

Nos bastidores do poder, o entendimento é de que a fase de indefinições precisa ser superada para que o grupo governista entre no calendário eleitoral com estabilidade política e estratégia consolidada. 

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