A preocupação interna não estava centrada nas
críticas da oposição sobre eventual promoção eleitoral antecipada, mas na
possibilidade de manifestações adversas em um dos estados considerados mais
polarizados do país.
A escola de samba homenageou Lula na primeira noite
de desfiles, em evento que reuniu milhares de pessoas no sambódromo carioca.
Diferentemente do clima observado nas passagens do presidente por Recife e Salvador
— capitais historicamente alinhadas ao petista —, o Rio de Janeiro era visto
por aliados como um teste mais desafiador, dada a força do bolsonarismo no
estado.
Integrantes do PT consideraram a recepção na
Sapucaí como um “termômetro relevante” da popularidade do presidente. Segundo
relatos de bastidores, foram ouvidos gritos de apoio vindos das arquibancadas,
inclusive nos setores superiores.
Lula acompanhou o desfile no camarote da Prefeitura
do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes. Em determinado momento, o presidente
também circulou pela área do evento sem registro de vaias ou protestos.
A ausência de manifestações contrárias foi
interpretada por aliados como um resultado político positivo, sobretudo por
ocorrer em um ambiente socialmente heterogêneo.
Nos bastidores do Partido dos Trabalhadores, a
agenda intensa de Carnaval teve caráter estratégico. A avaliação é de que as
aparições públicas em grandes eventos populares funcionam como teste de
percepção pública a oito meses da eleição, período em que Lula já se posiciona
como pré-candidato à reeleição.
Com passagens por Recife, Salvador e Rio de Janeiro, a leitura interna é de que o presidente encerra o circuito carnavalesco com saldo favorável em termos de imagem e mobilização simbólica.
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