No
documento, a corporação admite que não houve registro de boletim de ocorrência,
nem abertura de Verificação Preliminar de Informação (VPI), tampouco designação
formal de delegado ou agentes responsáveis pela ação. Também não foi instaurado
qualquer procedimento administrativo ou investigação criminal relacionada ao
caso.
Assinado
pelo delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro Costa, o
ofício reconhece ainda que a suposta operação não gerou números no Sistema
Eletrônico de Informações (SEI), não foi comunicada ao Poder Judiciário e não
resultou na produção de autos, relatórios técnicos ou documentos oficiais que
descrevessem os objetivos ou fundamentos da ação.
Segundo
o texto, a chamada “missão de inteligência” foi encerrada sem a constatação de
ilícitos, motivo pelo qual não houve relatório final nem formalização de peças
de convicção — procedimento que normalmente integra ações dessa natureza quando
há indícios mínimos de irregularidade.
O
caso veio a público após reportagem da TV Record revelar que, em setembro do
ano passado, agentes da Polícia Civil teriam seguido o veículo do secretário de
Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Monteiro, além de seu irmão, Eduardo
Monteiro. Ainda de acordo com a reportagem, um dispositivo de rastreamento
teria sido instalado no automóvel enquanto ele estava estacionado nas
proximidades de um supermercado da capital pernambucana.
A revelação levanta questionamentos sobre a legalidade da ação, o uso de estruturas de inteligência do Estado e a ausência de formalização mínima exigida para atividades desse tipo, ampliando o debate público sobre controle institucional, garantias individuais e limites da atuação policial.
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