No fim de janeiro, o magistrado já havia ordenado
que a corporação federal analisasse a existência de elementos mínimos que
indicassem possível prática de infrações penais. Após avaliação preliminar, a
PF optou pela abertura formal do inquérito, dando início às diligências
investigativas.
A decisão está relacionada a denúncia envolvendo o
secretário de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Queiroz
Monteiro, que teria sido alvo de rastreamento por parte de integrantes da
Polícia Civil. A suspeita de arapongagem — termo popularmente utilizado para
designar práticas de espionagem — elevou a tensão no ambiente político
estadual. O secretário de Segurança do governo Raquel Lyra chegou a dizer que era um processo normal, inclusive utilizando rastreador para seguir o secretário sem autorização judicial.
O caso surge em meio à movimentação pré-eleitoral
em Pernambuco. O prefeito do Recife, João Campos (PSB), é apontado como
possível candidato ao Governo do Estado, em eventual disputa com a atual
governadora, Raquel Lyra (PSD). A informação sobre o avanço das investigações
foi divulgada pela revista VEJA.
Até o momento, não há conclusão sobre
responsabilidades individuais. A abertura do inquérito tem como objetivo
esclarecer os fatos, identificar eventuais ilícitos e delimitar a participação
de possíveis envolvidos.
O caso deve ter desdobramentos tanto na esfera judicial quanto no cenário político pernambucano, especialmente diante do ambiente de polarização que começa a se desenhar no Estado.
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