Registrada
no último dia 30 sob o número PE-09595/2026, a pesquisa ouviu 1.022 eleitores
em todas as regiões de Pernambuco. A margem de erro máxima é de 3 pontos
percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, o que
confere relevância estatística ao primeiro retrato amplo do ano eleitoral.
No
centro desse tabuleiro estão dois protagonistas que concentram atenções, forças
políticas e expectativas do eleitorado: o prefeito do Recife, João Campos (PSB),
e a governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição. A disputa pelo
Palácio do Campo das Princesas ganha contornos ainda mais estratégicos diante
de um elemento decisivo: a corrida simbólica e prática pelo alinhamento com o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
João
Campos inicia o ciclo eleitoral como favorito. Desde 2024, o socialista vinha
sustentando índices elevados nas pesquisas, refletindo forte recall eleitoral e
protagonismo político. No entanto, analistas já identificavam sinais de
desaceleração, o que torna esta rodada do Datafolha especialmente relevante. A
principal expectativa é verificar se o prefeito recifense mantém patamares
superiores a 50% das intenções de voto ou se o cenário começa a se desenhar
como uma disputa mais equilibrada.
Do
lado oposto, Raquel Lyra tenta reverter o quadro com uma estratégia baseada em
reorganização política e administrativa. A governadora intensificou sua agenda
institucional, reforçou a comunicação do governo e passou a investir com mais
ênfase na aproximação com o Palácio do Planalto. O movimento ampliou sua
presença no eleitorado de centro e pode representar um divisor de águas caso a
pesquisa indique crescimento e redução da diferença em relação ao adversário.
No
pano de fundo dessa disputa, episódios sensíveis também influenciam o ambiente
político. Denúncias envolvendo a nomeação de concursados na Prefeitura do
Recife fora da ordem de classificação, questionamentos sobre benefícios
concedidos pelo Governo do Estado a empresas ligadas à família da governadora e
o caso da chamada “polícia paralela”, que teria monitorado secretários
municipais sem autorização formal, contribuíram para elevar a temperatura do
debate público.
Além
da corrida pelo Executivo estadual, a pesquisa Datafolha também lança luz sobre
outro campo decisivo: a disputa pelo Senado. O desenho dessa eleição será
determinante para a formação das chapas majoritárias e pode provocar rearranjos
políticos significativos nos próximos meses, com potencial de surpreender tanto
lideranças quanto o eleitorado.
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