Diante
dos ministros da Corte e de autoridades dos Três Poderes, Lula saiu em defesa
da atuação do STF, rebatendo críticas sobre suposto protagonismo excessivo do
Judiciário. Segundo o presidente, a Suprema Corte atuou dentro de suas
atribuições constitucionais ao enfrentar ameaças à ordem democrática.
“O Supremo Tribunal Federal não buscou protagonismo, nem
avançou sobre competências de outros poderes. Atuou no estrito cumprimento do
seu dever institucional. O Brasil mostrou que é maior do que quaisquer
golpistas ou traidores da pátria”,
afirmou.
O
presidente também destacou que conflitos políticos devem ser resolvidos
exclusivamente por meios democráticos. Em sua avaliação, a Constituição Federal
representa mais do que um conjunto de normas jurídicas, mas um pacto
civilizatório que sustenta a convivência institucional no país. “O povo
brasileiro não quer confronto entre instituições, quer estabilidade, diálogo e
respeito às leis”, pontuou.
Outro
eixo central do discurso foi o impacto das novas tecnologias e das
inteligências artificiais sobre os processos eleitorais, especialmente diante
da proximidade das eleições de 2026. Lula alertou para o poder da desinformação
no ambiente digital e para os riscos que campanhas baseadas em notícias falsas
representam à democracia.
“Uma mentira repetida mil vezes pode influenciar
resultados eleitorais”,
advertiu. Para o presidente, cabe à Justiça Eleitoral atuar com rigor, rapidez
e precisão, utilizando ferramentas tecnológicas modernas para garantir que a
vontade popular prevaleça.
Lula defendeu ainda que a proteção da democracia no ambiente digital deve ser uma responsabilidade compartilhada entre o poder público, as instituições, as plataformas digitais e os meios de comunicação, visando a construção de um espaço informacional ético e confiável.
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