segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Lula reforça defesa da democracia no STF e alerta para riscos da desinformação nas eleições

            Em um discurso marcado pela defesa das instituições e pela reafirmação do Estado Democrático de Direito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira (2), da sessão solene de abertura do ano do Judiciário, no Supremo Tribunal Federal (STF). A fala ocorreu em um contexto de reconstrução institucional e enfrentamento aos reflexos das tentativas recentes de ruptura democrática no país.

Diante dos ministros da Corte e de autoridades dos Três Poderes, Lula saiu em defesa da atuação do STF, rebatendo críticas sobre suposto protagonismo excessivo do Judiciário. Segundo o presidente, a Suprema Corte atuou dentro de suas atribuições constitucionais ao enfrentar ameaças à ordem democrática.

“O Supremo Tribunal Federal não buscou protagonismo, nem avançou sobre competências de outros poderes. Atuou no estrito cumprimento do seu dever institucional. O Brasil mostrou que é maior do que quaisquer golpistas ou traidores da pátria”, afirmou.

O presidente também destacou que conflitos políticos devem ser resolvidos exclusivamente por meios democráticos. Em sua avaliação, a Constituição Federal representa mais do que um conjunto de normas jurídicas, mas um pacto civilizatório que sustenta a convivência institucional no país. “O povo brasileiro não quer confronto entre instituições, quer estabilidade, diálogo e respeito às leis”, pontuou.

Outro eixo central do discurso foi o impacto das novas tecnologias e das inteligências artificiais sobre os processos eleitorais, especialmente diante da proximidade das eleições de 2026. Lula alertou para o poder da desinformação no ambiente digital e para os riscos que campanhas baseadas em notícias falsas representam à democracia.

“Uma mentira repetida mil vezes pode influenciar resultados eleitorais”, advertiu. Para o presidente, cabe à Justiça Eleitoral atuar com rigor, rapidez e precisão, utilizando ferramentas tecnológicas modernas para garantir que a vontade popular prevaleça.

Lula defendeu ainda que a proteção da democracia no ambiente digital deve ser uma responsabilidade compartilhada entre o poder público, as instituições, as plataformas digitais e os meios de comunicação, visando a construção de um espaço informacional ético e confiável. 

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