sábado, 7 de fevereiro de 2026

Kassab sinaliza alinhamento do PSD contra Lula em eventual segundo turno

            As declarações do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, reacenderam o debate político sobre o posicionamento do partido nas eleições presidenciais de 2026 e colocaram as lideranças estaduais diante de um dilema estratégico. Após afirmar que a sigla deverá lançar candidatura própria de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno, Kassab avançou ao indicar que, em um eventual segundo turno, o PSD estaria ao lado de Flávio Bolsonaro contra Lula.

A sinalização ocorre em um momento decisivo de reorganização do tabuleiro político nos estados, quando alianças começam a ser desenhadas e os custos eleitorais das escolhas passam a ser calculados com maior precisão. Dentro do próprio PSD, o movimento tem provocado reações e reflexões, especialmente entre governadores, pré-candidatos e lideranças regionais que avaliam os impactos de um alinhamento nacional mais próximo da direita radical.

Nos bastidores, cresce a avaliação de que uma posição ambígua ou de enfrentamento direto ao governo federal pode fortalecer setores extremistas e ampliar a influência do Centrão em projetos que pouco dialogam com a estabilidade democrática. Por isso, dirigentes do partido em diversos estados já admitem a necessidade de declarar apoio a Lula, sobretudo diante do cenário de polarização e da memória recente dos ataques às instituições democráticas.

Em Pernambuco, o debate ganha contornos ainda mais sensíveis. A governadora Raquel Lyra, filiada ao PSD, mantém uma relação institucional com o governo federal, marcada por parcerias e investimentos significativos em infraestrutura, mobilidade e políticas públicas no estado. O Planalto tem acolhido demandas estratégicas do governo pernambucano, fortalecendo a cooperação federativa.

Diante desse contexto, aliados e observadores políticos questionam se disputas locais devem se sobrepor ao cenário nacional. Para setores do próprio PSD, o apoio ao projeto de reeleição de Lula deveria ser encarado como uma decisão de responsabilidade política, que transcende cálculos eleitorais imediatos e leva em consideração os interesses do país e a defesa da democracia.

A indefinição sobre o posicionamento da governadora pernambucana tende a ganhar centralidade no debate político estadual, sobretudo à medida que se aproximam as definições formais das alianças para 2026. O desafio será equilibrar interesses regionais, a dinâmica interna do partido e o impacto de uma escolha que pode repercutir diretamente no eleitorado pernambucano. 

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