quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Humberto Costa minimiza possível divisão da esquerda e trata disputa ao Senado como “batalha” em Pernambuco

                Em meio às movimentações que começam a redesenhar o cenário eleitoral de 2026 em Pernambuco, o senador Humberto Costa (PT) demonstrou confiança diante da possibilidade de enfrentar um campo progressista fragmentado na disputa pelo Senado. Prioridade do Partido dos Trabalhadores para a reeleição, o parlamentar afirmou não ver com preocupação uma eventual candidatura da ex-deputada Marília Arraes (Solidariedade).

Sem mencionar diretamente o nome da possível adversária, Humberto ressaltou que sua estratégia está centrada na consolidação de sua própria trajetória política. Segundo ele, as pesquisas recentes evidenciam reconhecimento popular pelo trabalho desenvolvido ao longo dos anos.

“Eu tenho trabalhado o meu nome. Acho que tenho potencial para ter um excelente resultado nessa eleição. As próprias pesquisas mostram que uma parcela muito importante da população de Pernambuco reconhece o trabalho que tenho feito em defesa do Estado e do Brasil. Conhecem a minha história ao lado do presidente Lula e das mudanças que aconteceram no país. Eu fui ministro da Saúde no governo Lula”, afirmou.

Apesar da segurança demonstrada pelo petista, levantamentos recentes indicam Marília Arraes como uma das favoritas na corrida ao Senado, inclusive aparecendo à frente de Humberto em alguns cenários. A consolidação de sua candidatura, no entanto, depende de articulações partidárias, já que a ex-deputada precisaria definir nova legenda e viabilizar espaço político em meio à superlotação de pré-candidatos no entorno do prefeito do Recife, João Campos (PSB). Entre as alternativas cogitadas nos bastidores está o PDT, que também avalia lançar candidatura própria ao Governo do Estado.

Humberto classificou a eleição para o Senado como uma “batalha” e evitou comentar diretamente projetos de outros postulantes. “Não cabe a mim opinar sobre candidaturas alheias. Estou focado na nossa construção”, sinalizou.

O senador também abordou a relação institucional entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em tom pragmático, avaliou que um eventual apoio da gestora estadual ao presidente seria bem-vindo.

“Se a governadora decidir apoiar o presidente Lula aqui em Pernambuco, naturalmente é algo positivo. Nós vamos ter uma eleição muito difícil e vamos querer o voto de todo mundo. Quem quiser votar no presidente será muito bem-vindo”, declarou.

Ainda assim, Humberto destacou que a definição de alianças não será tomada isoladamente no Estado. Segundo ele, o PT pernambucano mantém diálogo histórico com o PSB, mas a palavra final caberá à direção nacional da legenda e ao próprio presidente Lula. 

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