Maduro,
acusado nos Estados Unidos por crimes de narcotráfico e terrorismo, foi sequestrado
em uma operação na madrugada do sábado (3) e transferido para Nova York, onde
permanece preso aguardando apresentação à Justiça nesta segunda-feira (5). Sua
esposa, Cilia Flores, também deixou o país.
Questionado
por jornalistas a bordo do Air Force One sobre quem estaria efetivamente no
controle da Venezuela, Trump foi direto: “Estamos lidando com as pessoas
que acabam de tomar posse. Não me perguntem quem está no comando porque vou dar
uma resposta muito polêmica”. Em seguida, completou: “Significa
que nós estamos no comando”.
A
presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, reconhecida oficialmente
pelas Forças Armadas do país, afirmou estar disposta a dialogar com os Estados
Unidos, defendendo uma relação “equilibrada, respeitosa e baseada na
soberania”.
Segundo
o governo americano, há disposição para cooperação com setores remanescentes do
antigo governo, desde que sejam atendidos interesses estratégicos de
Washington, especialmente a abertura ao investimento americano nas vastas
reservas de petróleo venezuelanas.
Ao
ser questionado se a operação teria motivação econômica ou política, Trump
respondeu: “Trata-se da paz na Terra”.
Trump
afirmou ainda que as eleições na Venezuela “terão que esperar”. “Vamos
governá-la, arrumá-la e realizar eleições no momento certo. O principal agora é
consertar um país falido”, declarou.
Em
tom ofensivo, o presidente americano também atacou outros líderes regionais.
Sem apresentar provas, acusou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, de
envolvimento com o narcotráfico, afirmando que “não o será por muito
tempo”. Trump também declarou que o governo comunista de Cuba está
prestes a cair e ameaçou o Irã com retaliações caso novas mortes de
manifestantes ocorram.
Mais
cedo, Trump havia advertido diretamente Delcy Rodríguez, afirmando que a
presidente interina deveria colaborar com os Estados Unidos para não “pagar
um preço muito alto”.
Do
exílio na Espanha, o opositor Edmundo González Urrutia classificou a captura de
Maduro como “um passo importante” rumo à normalização da Venezuela, mas
ressaltou que a medida “não é suficiente”.
González
pediu o respeito aos resultados das eleições de 2024, que afirma ter vencido,
além da libertação imediata de todos os presos políticos, como condição para
uma “transição verdadeiramente democrática”.
Enquanto
isso, Delcy Rodríguez realizou neste domingo seu primeiro conselho de ministros
como presidente interina e anunciou a criação de uma comissão de alto nível
para atuar pela libertação de Maduro e de Cilia Flores.
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