quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Empresa de ônibus ligada à família da governadora Raquel Lyra opera irregularmente em Pernambuco

               A empresa de transporte intermunicipal Logo Caruaruense, pertencente ao ex-governador João Lyra Neto, pai da atual governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), opera de forma irregular no estado desde o início da atual gestão, segundo documentos oficiais da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI). O órgão é vinculado ao Governo do Estado e responsável direto pela fiscalização do setor.

Documentos obtidos pelo portal Metrópoles revelam que os veículos da empresa circulam sem vistorias obrigatórias há pelo menos três anos, além de apresentarem atrasos no pagamento da Taxa de Certificado de Registro Cadastral (CRC), exigência legal para a regular operação do transporte intermunicipal. As falhas levantam preocupações quanto à segurança dos passageiros e à atuação do poder público na fiscalização.

De acordo com o relatório técnico da EPTI, a Logo Caruaruense possui 50 ônibus cadastrados para o transporte intermunicipal. A última inspeção técnica da frota ocorreu em 2022, ano em que Raquel Lyra foi eleita governadora. Desde então, os veículos não passaram pelas avaliações anuais obrigatórias, descumprindo normas estabelecidas pela legislação estadual.

Outro ponto destacado no documento diz respeito à idade da frota. Todos os ônibus da empresa possuem mais de 10 anos de uso, ultrapassando o limite legal permitido para operação. A idade média dos veículos é de aproximadamente 14,5 anos, quase três vezes superior ao limite estabelecido, o que agrava ainda mais o quadro de irregularidades.

Imagens anexadas ao processo administrativo mostram condições precárias de conservação, incluindo pneus carecas, cintos de segurança danificados e outros problemas estruturais, reforçando o alerta sobre os riscos à integridade física dos usuários do serviço.

Diante das irregularidades, a EPTI instaurou um processo administrativo para avaliar a renovação do certificado de operação da empresa, procedimento que pode resultar em sanções, suspensão ou até impedimento da continuidade do serviço, caso as exigências legais não sejam cumpridas.

O caso ganha ainda mais repercussão por envolver uma empresa diretamente ligada à família da governadora, em um setor que é fiscalizado pelo próprio Governo do Estado, reacendendo o debate sobre conflito de interesses, transparência administrativa e rigor na fiscalização dos serviços públicos concedidos. 

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