O
avanço foi confirmado pelo prefeito João Campos (PSB) por meio das redes
sociais. Segundo o gestor, as aulas práticas estão sendo realizadas em um clube
de tiro contratado e especializado, obedecendo a critérios técnicos e legais
rigorosos.
Nesta
primeira etapa, 30 agentes participam do treinamento, que terá carga horária
total de 100 horas-aula, com atividades teóricas e práticas distribuídas ao
longo do dia. Cada agente cumpre oito horas diárias, em um cronograma intensivo
voltado para o preparo técnico, operacional e legal.
De
acordo com a prefeitura, o planejamento prevê a capacitação de 250 agentes,
divididos em turmas de 25 a 30 participantes, ao longo dos próximos meses.
“Lembrando que 250 vão passar por essa formação nos
próximos meses. A gente já fez a aquisição tanto das munições quanto do
armamento, para, a partir de março, garantir a guarda armada na cidade de forma
gradual e responsável”,
afirmou João Campos.
A
capacitação inclui 25 disciplinas, que abrangem desde os aspectos legais do uso
de armas de fogo até o manuseio seguro e preciso de pistolas semiautomáticas,
tipo de armamento que será utilizado pela Guarda Municipal.
Segundo
a Prefeitura do Recife, os primeiros dias do curso têm como foco a qualificação
dos agentes para o desempenho eficiente das atribuições operacionais, com
ênfase na conformidade com a legislação vigente e nos protocolos de segurança.
O
secretário de Ordem Pública e Segurança do Recife, Alexandre Rebêlo, destacou
que todo o processo ocorre sob acompanhamento da Polícia Federal, órgão
responsável pela autorização final.
“A partir do final desse curso, é feito um laudo de
avaliação se o agente foi aprovado ou não. Com toda a documentação, o processo
é encaminhado à Polícia Federal. Tudo vem sendo acompanhado passo a passo para
que seja feito da forma mais segura e tranquila possível”, explicou.
A iniciativa marca uma mudança significativa no modelo de atuação da Guarda Civil Municipal do Recife, alinhando a capital a outras grandes cidades brasileiras que adotam o armamento institucional como ferramenta complementar às políticas de segurança pública.
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