Segundo
Raquel Lyra, o conflito teve origem em uma decisão monocrática do presidente da
Alepe, Álvaro Porto (PSDB), que teria rejeitado a mensagem de veto do Executivo
ao orçamento aprovado pelos deputados. A governadora destacou que a publicação
de duas leis orçamentárias distintas — uma pelo Legislativo e outra pelo
Executivo — criou um cenário de insegurança jurídica, obrigando o governo a
adotar medidas emergenciais.
Diante
da situação, Raquel explicou que convocou extraordinariamente os deputados
estaduais e encaminhou um novo projeto de lei à Alepe, com o objetivo de
reorganizar a LOA e assegurar o funcionamento regular da administração pública
estadual. “A Justiça determinou a suspensão da publicação do veto, e o
que nós queremos agora é organizar a LOA para que Pernambuco possa seguir
funcionando normalmente”, afirmou.
Além
do debate orçamentário, a governadora também aproveitou o encontro para
esclarecer o projeto de reestruturação da dívida do Estado com bancos nacionais.
Ela rebateu críticas da oposição, que apontam a iniciativa como uma tentativa
de contrair novos empréstimos, e garantiu que se trata de uma reorganização
financeira para melhorar a capacidade de investimento do governo.
Raquel
Lyra reforçou ainda que está aberta ao diálogo com os gestores municipais e
alertou sobre o ambiente de desinformação que cerca o tema. “Vai se falar
muito sobre isso. É importante que vocês saibam o que está acontecendo, porque
muitas vezes estamos focados no trabalho do dia a dia, mas existe uma confusão
instalada”, pontuou.
O
encontro com os prefeitos ocorreu em meio à expectativa sobre o desfecho da LOA
2026 na Alepe, tema considerado central para o planejamento financeiro do
Estado e para a execução de políticas públicas nos próximos anos.
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