De
acordo com o governo norte-americano, uma das embarcações, o Marinera, navegava
sob bandeira russa no momento da interceptação e foi abordada na zona econômica
exclusiva da Islândia, no Atlântico Norte. A informação foi confirmada pela
secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, que
classificou a operação como resultado de semanas de monitoramento.
Segundo
as autoridades, o Marinera — anteriormente registrado como Bella I — teria
tentado evitar a apreensão por meio de manobras irregulares, incluindo a
mudança de bandeira e a pintura de um novo nome no casco do navio, numa
tentativa de ocultar sua identidade.
“Este petroleiro vinha tentando fugir da Guarda-Costeira
há semanas, em uma tentativa desesperada e fracassada de escapar”, afirmou Kristi Noem, ao comentar a
ação.
O
segundo navio apreendido, identificado como M/T Sophia, foi interceptado em
águas próximas ao Caribe. De acordo com os Estados Unidos, a embarcação
realizava “atividades ilícitas” relacionadas ao transporte de petróleo
venezuelano e está sendo escoltada para território norte-americano.
O
secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou a postura rígida do
governo ao classificar os petroleiros como “navios fantasmas” utilizados para
driblar sanções internacionais. “O bloqueio à comercialização de petróleo
venezuelano sancionado e ilícito permanece em pleno efeito”, declarou.
A
Rússia reagiu duramente à operação. Em nota, o Ministério dos Transportes russo
classificou a apreensão como ilegal e citou a Convenção das Nações Unidas sobre
o Direito do Mar (1982), argumentando que houve violação da liberdade de
navegação. Segundo o governo russo, “nenhum Estado tem o direito de usar
a força contra navios devidamente registrados sob a jurisdição de outro país”.
O
episódio amplia o desgaste diplomático entre Washington e Moscou e adiciona um
novo capítulo às disputas envolvendo sanções econômicas, comércio internacional
de petróleo e o equilíbrio de poder nos mares.


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