As
informações foram reveladas pelo Jornal Verdade do Conde, que teve acesso a
conversas, mensagens e depoimentos de empresários do ramo cultural. Segundo os
relatos, a exigência da devolução de parte do pagamento não consta formalmente
nos contratos, mas seria apresentada de maneira direta nos bastidores, funcionando
como uma condição implícita para que artistas e produtores conseguissem atuar
nos eventos promovidos pela prefeitura.
De
acordo com os denunciantes, a prática estaria em vigor desde o primeiro ano da
atual gestão e teria se tornado recorrente, sendo tratada informalmente como
uma espécie de “regra do jogo” para quem deseja trabalhar no município.
Empresários afirmam que a recusa em aceitar a devolução do cachê resulta no afastamento
automático de futuras contratações, criando um ambiente de intimidação e
silêncio no setor cultural local.
Muitos
dos profissionais ouvidos relataram que evitaram denunciar o caso anteriormente
por medo de represálias, prejuízos financeiros e até bloqueio de oportunidades
em outros municípios da região. O receio de retaliações teria contribuído para
a manutenção do suposto esquema ao longo dos últimos anos.
Caso
confirmadas, as denúncias podem caracterizar grave desvio de finalidade dos
recursos públicos, além de enquadramento em crimes como concussão, corrupção e
formação de organização criminosa. Os relatos indicam ainda que a prática não
seria episódica, mas reiterada, sempre vinculada a eventos custeados com verbas
públicas.
Até
o momento, não houve manifestação oficial da gestão municipal sobre as
acusações. O caso poderá ser encaminhado aos órgãos de controle e fiscalização
para apuração dos fatos.


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