sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Banco Master: Negócio envolvendo familiares de Toffoli e cunhado de banqueiro investigado levanta questionamentos

               Uma complexa rede financeira envolvendo familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro e fundos de investimento controlados por uma mesma gestora voltou a colocar o nome do magistrado no centro de questionamentos sobre potenciais conflitos de interesse. As informações revelam que o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi o responsável por aportar recursos que resultaram na compra da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá, localizado no interior do Paraná.

À época da transação, a participação da família Toffoli no empreendimento estava avaliada em R$ 6,6 milhões. Embora o ministro não figurasse formalmente como sócio do resort, o negócio envolve diretamente seus irmãos — José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli — e ocorre em um contexto de decisões recentes do magistrado que impactam investigações sensíveis no sistema financeiro, ampliando o debate público sobre imparcialidade e interesses cruzados.

De acordo com as informações apuradas, a operação foi estruturada por meio de uma engenharia financeira em cadeia. Fabiano Zettel era o único cotista do fundo Leal, que, por sua vez, era o único cotista do fundo Arleen, ambos vinculados à Reag Investimentos. Foi justamente o fundo Arleen que adquiriu a participação da família Toffoli no resort Tayayá, formalizando a transação.

Apesar de não possuir participação direta no empreendimento, o ministro frequenta o resort, o que intensifica os questionamentos sobre a relação entre as partes envolvidas. Procurados para comentar o caso, Dias Toffoli, seus irmãos, a administração do resort Tayayá e a Reag Investimentos não se manifestaram.

Em declaração ao jornal O Estado de S. Paulo, Fabiano Zettel confirmou que foi cotista do fundo responsável pela operação, afirmando que deixou o investimento em 2022, com a liquidação definitiva ocorrendo em 2025. Já a defesa de Daniel Vorcaro, investigado em outros inquéritos, declarou não ter “qualquer conhecimento a respeito dos negócios dos referidos fundos”.

Outro personagem citado na estrutura societária, Mario Umberto Degani, primo do ministro Toffoli, não foi localizado para comentar o caso.

O episódio ganha relevância adicional diante de recentes decisões do ministro que interferiram diretamente em investigações conduzidas pela Polícia Federal, alimentando críticas de juristas, investigadores e setores da sociedade civil sobre a necessidade de maior transparência e rigor na análise de possíveis conflitos de interesse envolvendo membros da mais alta Corte do país. 

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