segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Projeto Tem Coco na Escola se despede do Encontro dos Sambas de Coco celebrando sete anos de resistência cultural

             Criado em 2018 com o propósito de fortalecer a identidade cultural e aproximar as novas gerações das tradições populares, o Projeto Tem Coco na Escola chega a um momento simbólico de sua trajetória ao se despedir do Encontro dos Sambas de Coco, celebrando sete anos de atuação contínua na formação cultural de crianças, jovens e adultos. Idealizado pela produtora cultural Amannda Oliveira, o projeto se consolidou como uma das mais importantes iniciativas de valorização do samba de coco no ambiente escolar.

Ao longo desses anos, o Tem Coco na Escola percorreu diversas unidades de ensino, promovendo oficinas, vivências e encontros que ultrapassam o aspecto artístico e alcançam o campo da identidade e do pertencimento social. Para Amannda Oliveira, o impacto do projeto vai além dos números. “Quando olhamos para trás, nem temos ideia de quantas crianças, jovens e adultos tiveram a chance de aprender sobre o samba de coco através do projeto. Existem imagens que vamos guardar para sempre, como ver crianças pedindo autógrafos aos mestres”, destacou.

O samba de coco, reconhecido como uma manifestação cultural de raízes profundas no Nordeste, é tratado pelo projeto como um instrumento de educação, memória e resistência. A iniciativa trabalha a compreensão de que a tradição não se resume à dança ou à música, mas representa a história viva do povo, seus modos de existir e se expressar.

De atividade em atividade, o projeto leva às escolas oficinas de percussão, vivências de dança, rodas de conversa, além de sessões de cinema educativo, criando espaços de escuta, troca de saberes e valorização dos mestres da cultura popular. A despedida do Encontro dos Sambas de Coco, segundo a organização, não representa um encerramento, mas um marco de amadurecimento e reconhecimento da caminhada construída.

O legado do Tem Coco na Escola permanece como exemplo de como políticas culturais independentes podem transformar realidades, fortalecer identidades e garantir que tradições populares sigam vivas nas mãos das novas gerações. 

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