quinta-feira, 27 de novembro de 2025

TCE revela que nenhum município de Pernambuco atingiu excelência na gestão previdenciária em 2024

              O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) divulgou, nesta quarta-feira (26), o resultado do Índice de Qualidade da Gestão Previdenciária Municipal (IGM-PREV 2024), estudo que avaliou 148 Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) em todo o estado. O diagnóstico mostra um cenário de avanços pontuais, mas também evidencia fragilidades significativas na governança previdenciária das cidades pernambucanas.

De acordo com o levantamento, nenhum município alcançou a faixa A, nível considerado de excelência pelo indicador. Apenas 17 RPPS (equivalentes a 11% do total) foram classificados na faixa B, a mais elevada entre os resultados obtidos nesta edição.

Entre os melhores colocados aparecem Caruaru e Recife, ambos com nota 84, dividindo a liderança do índice. Em seguida, surgem Ipojuca (82) e Olinda (79). Também se destacam positivamente municípios como Cabo de Santo Agostinho (78), Cachoeirinha (75), Triunfo (75), Camaragibe (75) e Jaboatão dos Guararapes (74).

Apesar do desempenho superior ao restante do estado, o TCE ressalta que nenhuma das cidades atingiu o nível máximo de governança, sustentabilidade financeira e transparência previdenciária. O levantamento aponta ainda que 45% dos municípios estão na faixa C, considerada de gestão “em aperfeiçoamento”, o que representa um cenário de vulnerabilidades e necessidade de ajustes estruturais.

Na outra ponta do ranking, os piores resultados foram registrados nos municípios de Ilha de Itamaracá (33), Belém de São Francisco (31), Barreiros (31), Água Preta (31) e São José do Egito (26). Ao todo, 15 RPPS (10% do total) obtiveram as avaliações mais baixas.

O IGM-PREV 2024 avalia cinco dimensões essenciais para o equilíbrio e a sustentabilidade dos regimes previdenciários municipais: Atuarial, Caráter Contributivo, Transparência e Gestão, Investimentos e Compensação Previdenciária.

Os dados apresentados pelo TCE devem subsidiar ações de controle, planejamento e reestruturação nas administrações municipais, com foco em garantir a saúde previdenciária a longo prazo. 

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