domingo, 29 de junho de 2025

Show caro no São João, salários atrasados: revolta popular cresce em Timbaúba

                      O clima em Timbaúba, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, está longe de ser festivo. A revelação de que a Prefeitura desembolsou R$ 100 mil para uma apresentação de pouco mais de uma hora da cantora Eduarda Alves, durante os festejos juninos, gerou uma onda de revolta entre servidores e moradores da cidade. A insatisfação não é apenas com o valor pago, mas com o contraste gritante entre o luxo do cachê e a realidade de quem está com o salário atrasado.

A gestão do prefeito Marinaldo Rosendo (sem partido) é alvo de duras críticas nas ruas e nas redes sociais. Servidores municipais denunciam a falta de pagamento, enquanto a estrutura da festa junina deste ano foi considerada fraca, desorganizada e mal planejada. Muitos classificam o evento como um dos piores São Joões da história recente do município.

“É um tapa na cara do servidor. Não tem dinheiro para pagar salário, mas tem R$ 100 mil para um show de uma hora?”, questionou um funcionário da área da saúde, que preferiu não se identificar. Imagina se fosse o show de Wesley Safadão, que tem cachê de R$ 1,2 milhão.

A situação levantou uma discussão maior sobre prioridades e responsabilidade na aplicação do dinheiro público. Em um momento em que o município enfrenta problemas nas áreas de saúde, educação e infraestrutura, o investimento em um evento com pouca repercussão e visível improviso agravou o sentimento de abandono.

Moradores relatam ruas esburacadas, postos de saúde com atendimento precário e escolas com estrutura comprometida, enquanto a gestão municipal promove festas sem garantir o básico. A indignação coletiva vem sendo expressa em protestos virtuais, comentários nas redes sociais e cobranças diretas à Prefeitura.

Mais do que o alto valor pago a uma única artista, o São João deste ano evidenciou uma desconexão entre o poder público e a realidade da população. Sem movimentação expressiva no comércio, sem calendário organizado e com pouca atração local, o evento foi avaliado como um fracasso administrativo.

A Prefeitura, até o momento, não apresentou justificativas públicas sobre os gastos com o cachê de Eduarda Alves nem sobre o atraso nos salários. A falta de transparência agrava ainda mais o desgaste político de Marinaldo Rosendo, que já vinha enfrentando críticas anteriores pela falta de diálogo com os servidores.

A principal pergunta que ecoa em Timbaúba é:

“Até quando a cidade vai assistir ao desperdício de recursos enquanto o povo sofre sem salário e serviços públicos de qualidade?” 

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