Em entrevista concedida à
Itapuama FM nos bastidores do evento, Kuré relatou o episódio com indignação: “Cheguei
com a banda, montamos nossos instrumentos e estávamos aguardando para iniciar.
Uma produtora me informou que teríamos apenas 40 minutos, porque a atração
seguinte se apresentaria em outra cidade e não poderia atrasar. Aceitei. Mas,
depois, um produtor veio e simplesmente disse que eu não subiria mais, sem
explicar o motivo. Fui maltratado, humilhado. É triste ver como tratam os
artistas da terra. Não se faz isso com ninguém”, desabafou.
O show de Maciel em
Arcoverde foi oficialmente cancelado sem aviso prévio ao público. O cantor
seguiu para Itaíba, onde cumpriu normalmente sua agenda de apresentações.
A reportagem também ouviu,
em reserva, um dos produtores envolvidos na organização do palco do São João.
Ele alegou que o artista teria chegado 10 minutos atrasado, o que comprometeria
a agenda da atração seguinte. No entanto, não soube justificar por que o tempo
restante não foi aproveitado para ao menos uma participação reduzida, nem por
que o cancelamento foi decidido de forma abrupta e unilateral.
A produtora responsável pela
contratação dos artistas do evento, a "Seu João Eventos", foi
procurada pela reportagem desde a noite de sábado, mas, até o fechamento desta
matéria, não havia se manifestado.
O episódio reacende debates
sobre a valorização dos artistas locais nos grandes eventos públicos e levanta
questionamentos sobre a organização e a transparência na condução das atrações
culturais financiadas com recursos públicos. A exclusão de Maciel Kuré, um
artista reconhecido na cena musical da região, gerou críticas. Outro problema identificado
neste São João é que, pela primeira vez, não havia nenhum horário divulgado
oficialmente das atrações. A comunicação da grande maioria dos horários só
acontecia horas antes da festa.
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