Também participam do debate
os candidatos Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Felipe
d'Avila(Novo) e Soraya Thronicke (União). O evento foi organizado
pelo grupo Bandeirantes, Folha de S. Paulo, Uol e TV Cultura.
Houve ainda momentos do debate
em que Bolsonaro foi alvo de críticas também de Ciro, Tebet e Soraya, além de
Lula. Mas o presidente focou em dar respostas a Lula.
O presidente, em alguns
momentos, subiu o tom de voz e adotou postura agressiva.
Inicialmente, o sorteio
havia definido que Lula e Bolsonaro ficariam lado a lado no estúdio. Mas, no
início da noite deste domingo, a organização do evento mudou a posição dos
dois. Lula e Bolsonaro são os mais bem colocados nas pesquisas de intenção de
voto, respectivamente.
A interação entre Lula e
Bolsonaro ocorreu no momento do debate em que candidatos formulavam perguntas
para os adversários. Bolsonaro decidiu fazer uma pergunta para Lula e escolheu
o tema corrupção.
Bolsonaro lembrou os casos
de corrupção investigados na Petrobras. "O senhor quer voltar para
quê?", questionou Bolsonaro. "Para continuar fazendo a mesma coisa na
Petrobras?", continuou.
No início de sua resposta,
Lula comentou: "Era preciso ser ele [Bolsonaro] para me perguntar. E eu
sabia que essa pergunta viria."
Na sequência, o
ex-presidente listou medidas de seus mandatos que, segundo Lula, foram tomadas
para o combate à corrupção. Ele falou, entre outros, da criação do portal da
transparência, de aprimoramento do papel de fiscalização da Controladoria-Geral
da União e a aprovação das leis de acesso à informação, anticorrupção, e contra
o crime organizado.
Na réplica, Bolsonaro disse:
"O seu governo foi marcado pela cleptocracia. Ou seja, um governo feito à
base de roubo. E essa roubalheira era pra conseguir apoio dentro do parlamento.
Não era apenas para o ex-presidente Lula. Era para ele também conseguir apoio
dentro do parlamento. Assim sendo, nada justifica sua resposta mentirosa que
você deu nessa questão. Sim, o seu governo foi o governo mais corrupto da
história do Brasil", afirmou o presidente.
Na tréplica, Lula não falou
de corrupção, mas de realizações de seus dois mandatos. Ele disse que foi em
seu governo que a Petrobras "ganhou o tamanho que ganhou", com
capitalização de R$ 70 bilhões. Falou que seu governo teve a marca da inclusão
social, da geração de emprego, do aumento do salário mínimo, investimento na
agricultura familiar, criação de universidades públicas, entre outros.
Em seguida, Lula emendou:
"Esse país, que 20
vinte milhões de empregos com carteira assinada, é um país que o atual
presidente está destruindo. Está destruindo porque ele adora bravata. Adora
dizer números que não existem e adora achar que o povo que está aí ouvindo
acredita no que ele fala. Portanto, o país que eu deixei é um país que o povo
tem saudade. É o país do emprego, é o país em que o povo tinha o direito de
viver dignamente de cabeça erguida", rebateu Lula.
Embate sobre Auxílio Brasil
Outro momento de embate
entre Lula e Bolsonaro ocorreu durante uma pergunta, feita pela organização do
debate, sobre o Auxílio Brasil no valor de R$ 600. Bolsonaro foi questionado se
o governo conseguiria manter o teto de gastos para continuar com o valor de R$
600, que, pela lei, só está garantido até o fim do ano.
"Nós vamos manter esse
valor a partir do ano que vem. Logicamente, esse auxílio se aproxima do mínimo
necessário para a pessoa sobreviver. Sair da linha da pobreza de forma mais
concreta. De onde retirar dinheiro? Tenho acertado com a equipe econômica e
conversado", afirmou Bolsonaro.
Ao comentar a resposta, Lula
disse que "é importante lembrar que a manutenção dos R$ 600 não está na
LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] que foi mandada para o Congresso
Nacional. Ou seja, significa que existe uma mentira no ar", disse o
ex-presidente.
Na réplica ao comentário de
Lula, Bolsonaro subiu o tom de voz. "Eu tenho contato com liderança da
Câmara. Após as eleições, podemos fazer algo mais concreto, mais detalhado para
buscar recursos, para pagar os R$ 600. Nós não podemos ser aqui é
inconsequentes. Anunciando: 'vou dar isso, vou dar aquilo, vou tirar imposto de
renda de de professor, não sei o que, só mentira, tá?'", disse Bolsonaro.
Ataque a jornalista
Houve um momento do debate
em que a jornalista Vera Magalhães formulou uma pergunta sobre a pandemia de
Covid e vacinação para Ciro Gomes.
A jornalista contextualizou
a pergunta citando mortes que poderiam ter sido evitadas e frases de
autoridades que desacreditaram a população quanto a eficácia das vacinas em
geral.
Ciro, na resposta, disse que
tudo no país "está fora do lugar". Acrescentou que "o que mais
está me chocando é ver esse nível de alienação e de ódio, de coisas assim:
mentira para cá, mentira pra lá, isso é o Brasil que essa gente tá
produzindo".
Quando foi a vez de
Bolsonaro comentar a resposta, ele atacou Vera Magalhães.
"Eu acho que você dorme
pensando em mim. Você tem alguma paixão por mim. Você não pode tomar partido
num debate como esse. Fazer acusações mentirosas ao meu respeito. Você é uma
vergonha para o jornalismo brasileiro", disse Bolsonaro.
"Não venha com a
historinha atacar a mulher. De se vitimizar. Vera. Você realmente foi
fantástica, né?", continuou o presidente.
A postura de Bolsonaro gerou
reação da candidata Soraya Thronicke.
"Quando homens são
tchutchuca com outros homens, mas vêm para cima da gente sendo tigrão, eu fico
extremamente incomodada. Aí eu fico brava, sim, e digo mais para você. Lá no
meu estado tem mulher que vira onça, e eu sou uma delas. Eu não aceito esse
tipo de comportamento e de xingamento e, acima de tudo, disseminar ódio entre
os brasileiros e nos dividir", ressaltou a candidata.
Saúde e Covid
Em outro momento,
questionada pela candidata Soraya Thronicke sobre o que pode ser feito para
diminuir as filas no Sistema Único de Saúde (SUS), Tebet citou sua participação
na CPI da Covid-19 e fez duras críticas a Bolsonaro.
“Quantas famílias perderam
prematuramente seus filhos? Quantas mães perderam seus filhos e quantos filhos
perderam país? E eu não vi o presidente da República pegar a moto dele e ir ao
hospital para dar um abraço a uma que perdeu um filho. Eu vi mais que isso: eu
vi um escândalo de corrupção na compra de vacinas como se a vida pudesse custar
US$1. Nesse aspecto, Soraya, a pandemia se arrastou porque não teve coordenação
do governo federal, não é porque ficamos em casa”.
Ao ser questionado sobre a
diminuição na cobertura de vacinação do Brasil pela jornalista Vera Magalhães,
da TV Cultura, Ciro fez críticas a Lula e Bolsonaro, afirmando que os dois
estão “dividindo a nossa nação”.
“O que mais está me chocando
e vendo esse nível de alienação e de ódio, coisas assim. Mentira para lá,
mentira para cá. Esse é o Brasil que essa gente tá produzindo, dividindo a
nossa nação, e eu quero conciliar”.
CURTA NOSSA FANPAGE E PERFIL
NO INSTAGRAM

.gif)
Nenhum comentário:
Postar um comentário