terça-feira, 4 de julho de 2017

Senado aprova requerimento de urgência para reforma trabalhista

       O Senado aprovou nesta terça-feira (4) requerimento de urgência para votação da reforma trabalhista e a proposta, um dos principais pontos da agenda legislativa do governo do presidente Michel Temer, deverá ser votada na Casa na próxima terça-feira. A urgência foi aprovada por 46 votos a favor e 19 contrários.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), anunciou que a reforma trabalhista será discutida no plenário da Casa na quarta e na quinta-feira para ser votada na terça.

A votação da matéria é acompanhada de perto pelo mercado financeiro, e a votação deverá funcionar como um termômetro sobre a capacidade de o presidente Michel Temer avançar com propostas importantes que envia ao Congresso Nacional após a delação de executivos da JBS mergulharem o país em intensa crise política.

A aprovação da urgência foi comemorada por Temer e classificada pelo porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, em pronunciamento no Palácio do Planalto, como sinal de comprometimento da base aliada.

A reforma trabalhista em análise pelo Senado segue três eixos, sob o argumento de modernizar as leis que regem o trabalho: os acordos e negociações prevalecerão sobre a legislação vigente, a retirada do caráter obrigatório da contribuição sindical, e o princípio da intervenção mínima do Judiciário nas negociações trabalhistas.

O texto traz uma lista de exemplos nos quais os acordos entre trabalhadores e patrões terão validade acima da legislação, mas também elenca um rol de direitos e garantias que não poderão ser reduzidos ou suprimidos.

Permite ainda o trabalho intermitente, regulamenta o chamado teletrabalho e autoriza a contratação de trabalhador terceirizado para a atividade-fim da empresa, além de firmar uma quarentena para a contratação de um mesmo funcionário na modalidade terceirizada que tenha sido demitido pela empresa nos 18 meses anteriores.

Mas, diante da resistência até mesmo de integrantes da base, o governo se comprometeu a editar uma medida provisória com alterações no texto aprovado na Câmara para evitar que o Senado faça mudanças, o que obrigaria que a matéria fosse novamente analisada pelos deputados.