Após
três anos e meio em colapso, a Barragem Mororó, localizada no município de
Pedra, no Agreste de Pernambuco, voltou a acumular água com as chuvas do último
final de semana. O manancial é a única fonte de abastecimento para a população
da cidade, que está desde o ano de 2014 sendo atendida exclusivamente por meio
de carros-pipas.
O
reservatório estava completamente seco e com as chuvas conseguiu atingir 19,66%
da sua capacidade máxima de armazenamento, que é de 2,9 milhões de metros
cúbicos de água. Com o volume de 576 mil metros cúbicos acumulado na Barragem
Mororó, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) já está trabalhando
para retomar a operação do sistema de distribuição de água pela rede para a
população de Pedra, até o final de julho.
Como
o sistema de abastecimento da cidade ficou muitos anos sem operar, a companhia
precisa realizar agora serviços de ajustes e manutenção nas unidades de
bombeamento e na Estação de Tratamento de Água (ETA), para que a água volte a
chegar nas torneiras dos 12,7 mil moradores da cidade.
Pedra
é uma das sete cidades que serão beneficiadas com a construção do Sistema
Adutor dos Poços de Tupanatinga, uma alternativa encontrada pela Compesa e
Governo do Pernambuco para o enfrentamento da seca na região Agreste. O
empreendimento vai antecipar o uso de trechos das tubulações já assentadas da
Adutora do Agreste - a maior obra estruturadora no estado para receber a água
da Transposição do Rio São Francisco - em benefício de Venturosa, Buíque,
Tupanatinga, Itaíba, Águas Belas, Iati e Pedra.
O
Sistema dos Poços de Tupanatinga recebe o investimento de R$ 54 milhões,
recursos do Ministério da Integração Nacional, para a perfuração da bateria de
poços profundos, que irá fornecer uma vazão de 200 litros de água, por segundo.
As obras já iniciaram e a previsão é que sejam finalizadas em maio de 2018. G1
